Uma mãe que aprendeu o significado do toque físico

"Precisei reaprender a amar através do toque para que meu filho entendesse que eu o amo", diz Andrea Romão

Uma mãe que aprendeu o significado do toque físico; mãe encosta testa na testa do filho e o segura debaixo dos braços
Andrea conta que sentia aflição ao toque do filho e o afastava até entender que essa era a maneira como ele expressava o seu amor por ela

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Eu sempre fui muito reservada com meu corpo. Em função da obesidade que me acompanhou boa parte da minha vida, o contato físico não era a coisa mais agradável para mim, principalmente quando o toque era nas regiões onde as “gorduras” eram salientes.

Depois, quando estava quase superando isto, estava mais aberta, havia conseguido emagrecer muito, estava forte fisicamente, treinando todos os dias, realmente satisfeita como nunca havia estado, veio a notícia de um câncer de mama. Bom tudo mudou, se antes o toque era algo ruim para mim, a partir deste momento ficou três vezes pior.

Meu filho sempre foi de me abraçar, me beijar, mas depois de passar por três cirurgias, este comportamento ficou ainda mais intenso, pois ele acreditava que este carinho iria me ajudar a melhorar e amenizar as dores que ele via que eu sentia.

Só que eu sentia “aflição” ao toque, eu o repudiava, afastava ele, não permitia, tirava ele de perto, afastava as suas mãos sempre que ele me abraçava ou pulava em mim.

Como resposta, ele ficou extremamente agitado, irritado, chamando a atenção com ousadia e até desobediência. 

Foi só estudando para entender o que estava acontecendo com meu filho que me dei conta de que este comportamento era uma resposta ao meu repúdio. Neste momento eu percebi que a forma que meu filho escolheu para transmitir e receber amor foi através do toque, do carinho, era assim que ele se sentia amado e demonstrava o quanto amava também. Assim como as pessoas em excesso de peso usam a comida para demonstrar carinho. Ele usa o toque, o abraço, o contato físico.

E neste momento caiu uma “ficha” enorme. Como eu poderia dar e receber amor dele, se repudiava seu contato físico? E foi esta a transformação. Precisei reaprender a amar através do toque para que meu filho entendesse que eu o amo. 

Foi fácil? Claro que não, mas quando passei a entender a importância do contato carinhoso com meu filho, me motivei a mudar.

Te convido agora a pensar: qual é a forma que seu filho usa para transmitir e receber amor?


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Andrea Romão é psicóloga há mais de 20 anos, pós-graduada em Gestão de Pessoas, com certificações internacionais em Coaching, Programação Neurolinguística, Neurociência e EFT (Emotion Freedon Tecniques). Há dez anos, trabalha com reeducação emocional, ajudando adultos e crianças a entender e lidar com as suas emoções.

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