Artigos
Não, não, não! Que tal pararmos de falar tantos nãos para as crianças?
Já parou para pensar quantas vezes dizemos NÃO para as crianças por dia? Todos nós precisamos aprender a falar não para expressar a nossa opinião ou deixar claro que algumas coisas são intoleráveis, mas será que para isso precisamos falar não tantas vezes?
Falar não o tempo todo para a criança pode gerar lutas de poder e prejudicar o relacionamento. Para que isso não aconteça, existem algumas alternativas que podem ser colocadas em prática:
- Diga o que você quer que a criança faça:
Por exemplo: uma criança está batendo com um carrinho no chão. Ao invés de dizer: “Não bata com o carrinho no chão”, que tal comunicar assim: “Os carrinhos são para brincar de corrida. Você gostaria de bater em um tambor?”.
- Tente distrair e mudar o foco:
Ao invés de dizer não, de forma firme e calma pegue a criança e leve para fazer outra atividade. Por exemplo: a criança está mexendo no seu computador. Pegue-a e leve para ver o que vocês podem descobrir na janela. “Será que está sol ou está chovendo?”
- Em vez de não, diga sim!
Às vezes dizemos não pelo simples hábito e não paramos para analisar a situação profundamente. Sabe quando pegamos nossos filhos cheios de tinta pelo corpo ou misturando tudo o que acharam pela frente dizendo que são cientistas? Pois é, dá uma vontade danada de gritar: “Não! Pode parar com a bagunça!” Mas a verdade é que seu filho está se divertindo muito. Será que não dá para esperar a brincadeira acabar e depois pedir a colaboração para limpar a bagunça?
Praticar uma linguagem positiva e manter os limites de forma assertiva vai garantir muito mais cooperação das crianças e ainda os ajudar a explorar o mundo de uma forma mais tranquila e alegre.
*Este texto é de responsabilidade do colunista e não reflete, necessariamente, a opinião da Canguru News.
LEIA TAMBÉM:
[mc4wp_form id=”26137″]
Marcela Ferreira Noronha
Pediatra, educadora parental e nefrologista infantil. Mãe do Lucas e da Isabela. Formada em medicina pela Universidade São Francisco (SP) em 2006, com residência em pediatria pelo Hospital Menino Jesus de São Paulo, e especialização em nefrologia infantil pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Educadora Parental certificada pela Positive Discipline Association. Fez pediatria por vocação e tem como missão de vida tornar crianças e adultos felizes, respeitosos, com inteligência emocional, senso comunitário, física e emocionalmente saudáveis.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Antes de falar “não” para o álbum de figurinhas da Copa que seu filho pediu, você precisa ler isso
Para muitos adolescentes, o álbum não é apenas consumo: ele pode representar pertencimento, conexão social e até desenvolvimento de habilidades...
Feliz Dia das Mães? 9 em cada 10 brasileiras relatam burnout na maternidade
Levantamento revela níveis alarmantes de exaustão emocional entre mães no Brasil e reforça a urgência de discutir saúde mental materna...
Maternidade e solidão: como a Caru me ajudou a entender isso e a reduziu meu sentimento de isolamento
As ferramentas digitais, como assistentes de IA, obviamente não substituem as relações humanas, mas, se usadas da forma correta, podem...
Do fone de ouvido à imaginação: podcasts eróticos viram tendência entre as mulheres
Narrativas sensoriais para escutar ganham espaço e revelam muito sobre a conexão feminina com o próprio desejo













