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Chorar faz o bebê ficar traumatizado?
Toda mãe e todo pai querem dar o melhor para os seus filhos, e é comum que ao ouvir o primeiro sinal de choro do bebê, os pais tendem a acudi-lo imediatamente para atender às necessidades dessa pequena pessoinha tão indefesa e vulnerável.
Quando o bebê começa a chorar, na grande maioria das vezes, é sinal de alguma necessidade que precisa ser sanada, como fome, fralda suja, cólica ou sono, por exemplo. Atender a essa necessidade é fundamental para criação de um vínculo saudável entre a pessoa que cuida (mãe, pai, babá, vovó, etc) e o bebê.
O ciclo de choro e acolhimento cria as bases que o bebê precisa para se sentir seguro e possibilita um crescimento emocionalmente saudável. Quando esse ciclo é quebrado repetidas vezes e as necessidades do bebê não são atendidas, pode-se sim criar um trauma que irá impactar de forma importante a sua vida.
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Porém, cuidado! Isso não significa que se o bebê chorar um pouquinho porque você, por exemplo, precisou fazer xixi irá criar um trauma para a vida inteira. O único meio de comunicação do bebê no início da vida é através do choro e, às vezes, precisamos observar um pouco para entender exatamente o que aquele choro representa e procurar atender à necessidade apresentada por ele.
Lembrando que há situações que não representam uma necessidade e sim refletem um comportamento, como as birras (em bebês mais velhos), e requerem uma abordagem diferente do acolhimento.
Estudos mostram que pais que conseguem responder às necessidades adequadas dos bebês terão filhos mais independentes e saudáveis emocionalmente.
Marcela Ferreira Noronha
Pediatra, educadora parental e nefrologista infantil. Mãe do Lucas e da Isabela. Formada em medicina pela Universidade São Francisco (SP) em 2006, com residência em pediatria pelo Hospital Menino Jesus de São Paulo, e especialização em nefrologia infantil pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Educadora Parental certificada pela Positive Discipline Association. Fez pediatria por vocação e tem como missão de vida tornar crianças e adultos felizes, respeitosos, com inteligência emocional, senso comunitário, física e emocionalmente saudáveis.
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