Dengue e a nova vacina: tudo o que você precisa saber

Em fevereiro será iniciada a imunização de crianças e adolescentes pelo SUS; a pediatra Marcela Noronha esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

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Menino recebe vacina no braço
Doença da dengue pode provocar sintomas como febre alta, dor no corpo e nas articulações
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A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e representa um grande desafio à saúde pública no Brasil, devido à sua alta incidência e à carga que impõe aos sistemas de saúde do país.

Os recentes dados epidemiológicos revelam que a dengue é endêmica em diversas regiões brasileiras, com surtos frequentes e um número alarmante de casos registrados anualmente. Para combater a doença é fundamental vacinar crianças e adultos. 

Em fevereiro será iniciada a aplicação da vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tendo como público-alvo as crianças e os adolescentes de 10 a 14 anos que moram em cidades com mais de 100 mil habitantes e com alta transmissão da dengue do tipo 2. A cidade de São Paulo não está inclusa, veja aqui lista dos municípios que receberão a vacina.

Abaixo, destaco os principais dados sobre a dengue e a vacinação contra a doença. 

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Qual é a taxa de proteção da vacina contra a dengue?

Sua eficácia varia entre 61,2 e 80,2% contra os quatro sorotipos da doença após esquema vacinal completo, reduzindo entre 84,1% e 90,4% das hospitalizações. 

Quando vacinar?

A imunização é recomendada para pessoas de 4 a 60 anos de idade, administrada em duas doses com um intervalo de três meses entre elas. Em fevereiro será iniciada a vacinação pelo SUS para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.

Quais são as contraindicações da vacina contra a dengue?

A vacina não é adequada para imunossuprimidos, gestantes, lactantes e indivíduos com hipersensibilidade a qualquer componente presente. Aqueles que apresentarem febre no dia da aplicação não devem ser vacinados.  

Quais são as reações adversas da vacina? 

As mais comuns são sensibilidade no local da injeção (dor, vermelhidão e inchaço), fadiga, mialgia, mal-estar, febre, calafrios, perda ou diminuição da força física. Também pode ocorrer diminuição de apetite, irritabilidade e dor de cabeça.

A vacina está disponível em clínicas particulares de imunização?

Sim. A vacina contra a dengue pode ser encontrada na rede privada, para a faixa etária de 4 a 60 anos, e envolve duas aplicações com um intervalo de três meses entre elas. 

Quais os sintomas da dengue?

Os sintomas são bastante conhecidos pelos brasileiros: febre alta, dor no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. Em sua forma grave, a doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Existe um grupo etário mais atingido pela doença?

Pessoas de todas as idades são suscetíveis à doença, porém as mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Porque a dengue é tão perigosa?

Em 2022, o Brasil teve 1.400.000 casos registrados de dengue, com mais de 1000 mortes pela doença. Este número representa um aumento de 162,5% nos casos em comparação a 2021. Além disso, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, foram hospitalizados por dengue 16,4 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, maior faixa etária atingida depois das pessoas idosas, grupo para o qual a vacina ainda não foi autorizada pela Anvisa. 

Outras observações importantes:

  • As informações acima são sobre a vacina Qdenga®, do laboratório Takeda, que é composta de vírus vivo atenuado.
  • A vacina não previne zica, chikungunya ou febre amarela.
  • Atualmente, também existe outra vacina de dengue chamada Dengvaxia®, do laboratório Sanofi, e a Anvisa NÃO recomenda que ela seja aplicada em indivíduos soronegativos, ou seja, que nunca apresentaram dengue. Ela é recomendada entre 9 e 45 anos, em três doses, com intervalos de seis meses entre as aplicações.

Vacinas salvam vidas!

*Este texto é de responsabilidade do colunista e não reflete, necessariamente, a opinião da Canguru News.

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