Pensando em mudar seu filho de escola? 5 dicas para fazer a escolha certa

Psicóloga escolar comenta sobre os diversos aspectos a observar para a seleção de uma nova instituição de ensino no meio do ano

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Menina de mochila caminha em direção à escola
O espaço físico da escola é um dos aspectos a observar durante a escolha

Escolher a nova escola do seu filho não é uma tarefa fácil. Com o fim do primeiro semestre letivo, alguns pais estão apresentando aos seus filhos o ambiente escolar pela primeira vez, enquanto outros buscam novas metodologias e soluções que casem com suas expectativas. Nesse momento, muitos fatores devem ser considerados. Os pais junto com o filho devem levar em conta suas necessidades e exigências com cautela. Para auxiliar nesse processo, Letícia Nunes, psicóloga escolar do Colégio Master, de Fortaleza, indica quais aspectos a família e o próprio aluno precisam analisar para garantir uma boa escolha da escola.

Alinhar valores entre escola e família

Para a psicóloga, a primeira pergunta que deve ser feita ao considerar uma instituição de ensino é “qual tipo de educação eu quero oferecer para o meu filho?”. A família é a primeira esfera em que a criança é inserida, desse modo, é a responsável por formar crenças e valores, que devem se alinhar aos do colégio em que vai estudar.

Essa análise deve sempre considerar as vontades e necessidades do estudante. Avaliar se os objetivos e a visão de mundo dele se alinham aos da escola é fundamental para uma formação plena e agradável. Assim, informar-se sobre as disciplinas, seu corpo docente e suas metodologias, como também sobre atividades e projetos proporcionados pela escola, permite uma visão mais apurada da instituição.

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Visitar a escola

Segundo Nunes, o espaço físico da instituição também precisa ser observado, pois o ambiente escolar deve ser agradável para aquele que passará grande parte de seu dia lá. Na visita à escola, é possível observar pontos como: quantos alunos ocupam a mesma sala, quantas turmas compõem um mesmo ano letivo e se existe a presença de ambientes diversos – como jardins e outros espaços ao ar livre que proporcionam contato com a natureza.

A psicóloga também recomenda a análise de como os funcionários recebem as famílias, devendo-se entender como é a relação aluno-funcionário e como a escola trata cada jovem, com uma abordagem mais pessoal ou não, por exemplo. Isso inclui uma análise da qualificação da equipe de professores, entendendo como ela atua, se apresenta uma educação continuada – com um corpo docente atualizado frente as novas práticas de ensino – e se há acompanhamento pedagógico para trabalhar as dificuldades dos novos ingressantes. 

Entender o projeto pedagógico da instituição

Um projeto pedagógico bem desenvolvido é essencial para a aprendizagem. Carga horária, distribuição das aulas, material didático utilizado e diferentes propostas de ensino são fatores a se considerar, além de levar em conta quais atividades físicas são oferecidas pela instituição e se os programas são monitorados ou livres, por exemplo.

A presença de projetos socioemocionais, que desenvolvem competências e habilidades para além de aspectos cognitivos, é outro diferencial. “Atualmente, pais não se preocupam apenas com os conteúdos tradicionais, mas também se interessam em como a escola prepara seu filho para a vida”, comenta Letícia Nunes.

Considerar localização e mensalidade

Certos aspectos mais práticos também devem ser levados em conta na hora da escolha da escola, como localização e valor da mensalidade. A distância da residência para a escola é essencial, sobretudo para as crianças. A psicóloga escolar do Colégio Master avalia que grandes deslocamentos podem cansar os pequenos antes mesmo da chegada à escola e, na volta, a demora para chegar em casa pode causar estresses desnecessários. Quanto à mensalidade, ela afirma ser necessário analisar quais instituições se encaixam no orçamento familiar.

Avaliar as diferentes necessidades

As dicas anteriores se aplicam a todos os níveis escolares, da Educação Infantil ao Ensino Médio, mas os alunos mais novos apresentam necessidades específicas. “Poder ‘ser criança’ no espaço escolar é fundamental”, explica Letícia Nunes. “No Infantil, os pais devem priorizar escolas que prezam pelo brincar e pelo desenvolvimento lúdico, buscando instituições com quadra esportiva, parquinho e momentos de lazer programados, por exemplo”.

Um currículo diverso também é essencial, de forma que se explorem novas áreas de conhecimento, como artes, música, teatro, expressão corporal e contação de histórias, trabalhando-se os desenvolvimentos cognitivo, motor, emocional, criativo, entre muitos outros. O incentivo à leitura, mesmo antes da alfabetização completa, com o fornecimento de livros de imagens, coloridos e estimulantes, também deve ser levado em conta. 

Por fim, a escola que estimula o protagonismo enriquece a formação da criança e do adolescente, uma vez que permite ao estudante o desenvolvimento da autonomia e da compreensão de si como parte de um todo. 


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