‘Mentira tem perna curta’: pais e mães são os que mais usam ditados populares

Estudo ouviu mil pessoas para saber quais provérbios elas mais usam e ouvem os outros falar; versões diferentes das originais também foram analisadas: 'batatatinha quando nasce" se esparrama ou espalha a rama pelo chão?

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Mãe toca no nariz da filha e vice-versa
Passados de geração em geração, provérbios antigos seguem atuais
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“O barato sai caro”, “A mentira tem perna curta” e “A esperança é a última que morre”. Esses são os três ditados populares mais falados no Brasil e são os pais e as mães quem mais os repetem. Afinal, que mãe que não dá conselhos ao filho para não mentir ou ter esperança seja lá para o que for? Além dos pais (67%), amigos (58,5%) e avós (48,3%) são as pessoas que mais usam provérbios, segundo informaram os mil entrevistados de estudo realizado pela Preply, plataforma online de aprendizagem. Os respondentes avaliaram dezenas de expressões típicas do nosso senso comum, identificando os provérbios populares que escutam e dizem com frequência nas regiões onde vivem.

Principais conclusões do estudo

  • “O barato sai caro” (65,4%) é o ditado popular mais falado no país; 
  • As 3 frases mais usadas, além da já citada: “A mentira tem perna curta” (64,3%) e “A esperança é a última que morre” (61%); 
  • Pais e mães (67%) são as pessoas que mais reproduzem ditados populares no Brasil; 
  • “Quem não tem cão, caça como gato?”: 6 em cada 10 brasileiros dizem “quem não tem cão, caça com gato”; 

“Provérbios têm sido transmitidos ao longo das gerações porque se mostraram valiosos e sábios ao longo do tempo”, comenta Sylvia Johnson, líder de metodologia da empresa que realizou o estudo. “Eles oferecem orientações práticas e lições que se aplicam à vida cotidiana, fornecendo insights sobre desafios e dilemas comuns, ajudando as pessoas a navegar em seu dia a dia.” 

Ditados populares que mudaram ao longo do tempo

Transmitidos de geração em geração, alguns ditados ganharam versões adaptadas que acabaram se popularizando de forma equivocada no país. 

Cerca de 59,1% dos respondentes disseram pronunciar “quem não tem cão, caça com gato” como sinônimo para “quem não tem o necessário, se vira como dá”, investindo nas ferramentas que possui. Porém, a versão antiga é um diferente.  Embora boa parte das pessoas entrevistadas tenha o costume de reproduzi-la dessa maneira, a alternativa original recomenda que aqueles que não têm cão, na realidade, “cacem como gato”. Em outras palavras, agindo de maneira sorrateira, tal qual um felino atento aos perigos. 

Uma confusão parecida ocorre com um ditado popular conhecido entre as crianças, que inclusive já se transformou em parlenda nas escolas infantis: “batatinha quando nasce se esparrama pelo chão”. No original, diferentemente do usado por 59% dos interrogados, a mudança é sutil: a variação “se esparrama” vem do clássico “espalha a rama”, em referência às raízes do legume. 

O estudo é uma boa mostra de como, ainda hoje, ditados aparentemente antigos permanecem vivos entre a população brasileira — independentemente da região, círculo social ou geração de quem os utiliza.

Verdadeiros pilares da comunicação em português, tais provérbios famosos não apenas sintetizam bem certos conselhos e ensinamentos, mas dizem muito sobre a cultura do Brasil e sobre como sua população pensa e enxerga certas relações sociais.

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