Jeff Lemire, o “pai” de “Sweet Tooth”, fala sobre a nova adaptação da Netflix

O autor dos quadrinhos da DC Comics que inspirou a série comenta sobre suas impressões da produção em entrevista ao Metro

Jeff Lemire, o “pai” de “Sweet Tooth”, fala sobre a nova adaptação da Netflix; Christian Convery como Gus em
Netflix/Reprodução

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Por Miguel Bravo, Metro Internacional – Antes de “Sweet Tooth” se tornar a fofura da vez nos streamings, era uma coleção de quadrinhos de sucesso da DC Comics, assinada pelo canadense Jeff Lemire. A Netflix transportou com sucesso o ambiente pós-apocalíptico para a série, já disponível na plataforma, o que possibilitou o misterioso aparecimento de seres híbridos, nascidos meio humanos e meio animais.

Não se sabe se eles são a causa ou o resultado de um vírus. Os últimos humanos, aqueles que sobreviveram ao “fim do mundo”, os temem e querem o seu fim. É quando conhecemos o adorável Gus (Christian Convery), o personagem principal, um híbrido de cervo e humano. Após 10 anos vivendo em reclusão, ele conhece um andarilho, Jepperd (Nonso Anozie). Eles se tornam amigos e partem em uma aventura viajando pelo que resta do país, em busca de respostas sobre suas origens.

Abaixo, Lemire conta sobre como foi ver sua criatura ganhar novos espaços.


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Como você se sente sobre as mudanças feitas na história?

Eu criei “Sweet Tooth” em 2008-2009 e já se passou mais de uma década desde que a história em quadrinhos foi lançada. Houve muita ficção pós-apocalíptica e histórias pós-apocalípticas na TV e no cinema desde então. Acho que foi natural ter que fazer mudanças para fazer a história parecer nova e não algo que vimos dezenas de vezes.

O mundo mudou muito desde então. Creio que qualquer adaptação precisa refletir isso.  

Não tenho problemas com mudanças, acho que cada adaptação vai ser diferente do material original. Temas gerais e personagens ainda estão lá, talvez o caminho que os criadores da série tomaram seja um pouco diferente, mas isso é normal. O quadrinho sempre será o quadrinho e nada vai mudar isso. Eu acho que a série e a história em quadrinhos podem existir separadamente e ainda assim se complementam.

Qual é a melhor coisa que foi adaptada?

Oh, essa é boa! O melhor…Para mim, são os pequenos detalhes que adoro que foram adaptados. A camisa que Gus usa nos quadrinhos, por exemplo. Eles fizeram esse tecido especialmente para ser exatamente o mesmo. São pequenos detalhes assim, são muito legais. Quando eu estava no set durante as filmagens do piloto, eles tinham rolos de tecido pendurados que foram impressos exatamente para combinar com o tecido do gibi. Eu acho isso muito legal. Adoro que a personagem Wendy, a porquinha, já seja uma grande parte da narrativa, porque ela sempre foi, além do Gus, minha personagem favorita. Estou muito feliz por ela estar na série.


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Você já pensou que sua narrativa original seria tão próxima da realidade no futuro?

Se eu soubesse o que o futuro reservaria, provavelmente não teria escrito a história porque teria ficado muito intimidado por ela. Escrevi a história há cerca de uma década e ela surgiu de uma longa história de distopia e ficção apocalíptica. Eu a escrevi sem ter ideia do que estava por vir, mas a pandemia nos mudou de certa forma.

Agora a série se torna ainda mais universal, mais relevante. Mas, obviamente, eu não poderia ter previsto isso.

Quem você acha que ganharia uma luta, os personagens de quadrinhos ou os personagens da série?

Eu diria que os dos quadrinhos porque estão mais perto do meu coração. Mas acho que os personagens da série são os que ganhariam em uma luta. Sim, acho que Gus é mais corajoso na série, certo? Pelo menos no começo.

Sim, essa é difícil, sabe? Os atores obviamente trazem algumas de suas personalidades para os personagens. Mas conhecendo Nonso (Anozie) e Christian (Convery), eu teria que apostar neles, sem dúvida.


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Matéria disponível em: https://www.readmetro.com/es/brazil/metro-sao-paulo/20210608/6/

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