Cada filho é único: saiba como agir para despertar o amor entre os irmãos

"Nos momentos de atrito, precisamos ter uma intervenção inteligente", afirma a psicóloga Camila Cury

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Cada filho é único: saiba como agir para despertar o amor entre os irmãos; garota abraça irmão mais novo sorridente em espaço aberto com árvores ao fundo
Respeitar as singularidades de cada filho é uma forma de contribuir para despertar o amor entre os irmãos

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Cada filho é único e, por isso, não devemos compará-los. Além dessa atitude não ser nada saudável para a construção da personalidade deles, agindo assim, prejudicamos a afetividade entre os irmãos. E isso é o oposto do que nós, mães e pais, desejamos. Neste artigo, vou tratar desse assunto e lhe mostrar como agir de maneira inteligente na hora de educar.

Eu sou mãe de dois e sei que eles têm personalidades diferentes. Meu filho mais velho, Augusto, é uma criança que pensa nas consequências de suas atitudes e está sempre preocupado se algo vai colocá-lo em perigo. Por isso, ele me pergunta com frequência: “mamãe, isso vai me machucar?”. Já a Alice, a mais nova, é mais impulsiva e gosta de experimentar sem pensar muito nos riscos.

Ou seja, cada um deles exige de mim diferentes estratégias e ferramentas para que cresçam e se desenvolvam de forma saudável e feliz. Sendo assim, não devo compará-los. Frases do tipo “olha, sua irmãzinha faz e você não” servem para exaltar um e diminuir o outro, além de criar uma disputa nada saudável entre os irmãos.


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Ao respeitar as singularidades de cada um, estamos também contribuindo para despertar o amor entre os irmãos.

Não crie rótulos para seus filhos. É importante usarmos boas referências, mas com o cuidado de não fazer um se sentir incapaz. Cada criança tem o seu momento de desenvolvimento e aprendizagem. Nosso papel como pais é ajudar os filhos em todas as suas etapas, respeitando as individualidades.

Ao respeitar as singularidades de cada um, estamos também contribuindo para despertar o amor entre os irmãos. Brigas vão existir e são normais.  Afinal, os irmãos estão aprendendo a conviver, a ouvir “não”, a ceder e a dividir.

Nos momentos de atrito, precisamos ter uma intervenção inteligente. Não tome partido, pois assim você estará definindo que um está certo e o outro, errado. Esses papeis não são saudáveis para a construção da personalidade nem do amor entre os irmãos.

Proponha o diálogo, busquem soluções em conjunto e estimule seus filhos a enxergar as características saudáveis um do outro. Crie situações para que eles se amem, se admirem e tenham uma boa convivência. Assim, você terá filhos que têm sim suas divergências, mas que sabem explorar o que o irmão tem de melhor.


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Camila Cury é psicóloga e autora do livro “A beleza está nos olhos de quem vê” (Ed. Sextante). É presidente e fundadora da Escola da Inteligência, maior programa de educação socioemocional do Brasil, aplicado em mais de 1,2 mil escolas. Tem dois filhos, Augusto, de 4 anos, e Alice, de 3.

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