Eu já fui criança: infância de Rita Lee, a cantora que mais vendeu discos no Brasil

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Por Luciana Ackermann

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Ela achava que iria fazer cinema. Chegou até a declarar que gostava mais da sétima arte do que da música. Mas, fala sério, dá para imaginar o nosso velho e bom rock’n’roll sem a ovelha negra da família? Impossível!

De franja, loirinha, ruivinha ou grisalha, Rita Lee Jones sempre brilha. É a cantora que mais vendeu discos no Brasil: 55 milhões. Seja na fase d’Os Mutantes, inclusive com direito a participar da Tropicália, seja na banda Tutti Frutti, seja na carreira solo, Rita trouxe vigor, atitude e irreverência à cena musical e cultural brasileira.

Em 2016, a roqueira brilhou mais uma vez ao apresentar o livro Rita Lee – Uma Autobiografia, um best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos, narrando fatos curiosos, divertidos e dramáticos de sua vida. Foi por meio da escrita que Rita diz ter conseguido superar a violência sexual que sofreu na infância pelo técnico que fora consertar a máquina de costura de sua mãe. Em sua honesta narrativa, não falta humor: “Contavam que eu, ainda bebezinha dormindo no bercinho, quase morri asfixiada quando Virgínia [uma de suas irmãs] despejou uma lata de talco na minha cara. Sister dearest”, escreve Rita.

As letras e as músicas da roqueira fazem parte da trilha sonora da vida de muitos, embalando diferentes gerações. Há tempos, Rita leva uma vida sossegada, em meios a bichos e hortas. Quis aposentar-se dos palcos, mas não da música: segue compondo e gravando demos caseiras. A roqueira é uma avó daquelas e não esconde que foi a chegada da neta Isabella, há 12 anos, que a fez parar defi nitivamente com as drogas. No dia 31 de dezembro, a capricorniana completará 70 anos. E 2018 promete fortes emoções, já que Rita será vovó de novo, desta vez de um menininho. Curta muito, Rita! Você já fez um monte de gente feliz.

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