Reserva financeira de emergência: por que é preciso ter uma

Ter uma reserva de dinheiro para emergências como a pandemia é fundamental para poder cobrir gastos não previstos no orçamento

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Ter uma reserva de emergência financeira para situações como a pandemia é fundamental para poder cobrir gastos não previstos no orçamento
A reserva é como um colchão capaz de nos ajudar em alguma queda evitando danos maiores

Muitas pessoas estão descobrindo durante essa pandemia a falta que faz um dos mais saudáveis hábitos financeiros, manter uma reserva de emergência. Ter um valor reservado para alguma emergência que porventura possa acontecer.

Costumo fazer uma analogia e dizer que essa reserva funciona como um colchão. E esse colchão é capaz de nos ajudar em alguma queda evitando danos maiores. Assim podemos levantar, sacudir a poeira e seguir caminho. E a pandemia é exatamente isso. Uma grande emergência que jamais poderíamos imaginar. Com a diminuição da renda em consequência dos efeitos econômicos do combate ao vírus, os recursos da reserva podem ser fundamentais na manutenção do equilíbrio financeiro doméstico.

E quanto tudo melhorar será a hora de se buscar refazer a reserva de emergência. Novas surpresas certamente irão ocorrer em nossa vida! E isso é ainda mais verdade para aqueles que têm filhos. Aqui em casa já aconteceram várias situações que nos mostraram a importância de se ter uma reserva financeira.

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Quando o João Pedro nasceu, pela experiência que havíamos tido com a Maria Eduarda anos antes fiz uma estimativa de qual seria o gasto mensal com fraldas, remédios e alimentação. Assim, como a Duda, o João Pedro também precisou de complementação alimentar desde o início. O problema foi que ele não se adaptava os produtos mais tradicionais. Tinha problemas na digestão, o que atrapalhava o sono. Não conseguia dormir direito. Por recomendação da pediatra, fomos testando vários produtos do mercado. Até que ele conseguiu se adaptar a um. O problema era o preço. Por ser um produto com características especiais e com muita tecnologia de pesquisa, seu preço era muito superior às fórmulas tradicionais. E o João Pedro gastava mais de uma lata por semana. Com isso, o gasto com alimentação dele triplicou. E nada podia ser feito. Claro que não se podia diminuir o consumo, pois tinha de ser atendida sua necessidade. E não dava para buscar uma opção mais barata. E qual a salvação? Nossa reserva de emergência.

E as surpresas não acontecem somente na área da saúde. Há dois anos, a Duda de um dia para outro perdeu uma boa parte das suas roupas. Parece que o botão do crescimento foi apertado na velocidade máxima. Tivemos então de fazer uma compra maior de roupas para ela. Para não comprometer o nosso orçamento daquele mês ou dos meses seguintes, acabamos por recorrer novamente à nossa reserva de emergência. Era um valor aplicado visando exatamente ajudar em situações que não poderiam ser planejadas. É claro que os gastos com vestuário devem fazer parte do orçamento familiar. Mas será sempre na ideia de complementar algo necessário, que precisa ser substituído. No caso da Duda era quase tudo que precisava ser substituído.

E nos meses seguintes, tivemos de apertar um pouco o nosso orçamento. O objetivo foi recompor a nossa reserva de emergência E garantir a tranquilidade para o futuro. Pois quem tem filho sabe que as surpresas sempre aparecem!

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