Criação dos filhos: 3 sinais de que os pais estão no caminho certo

Os 3 "C's" da parentalidade: ser coerentes, consistentes e concreto – esses são os fatores que indicam se os pais estão num bom caminho

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Parentalidade: 3 aspectos essenciais da criação dos filhos; imagem mostra pai sentado no chão com filho que usa o tablet e mãe no sofá com outro filho folheando o livro
Quando falamos de um casal, falamos de conjugalidade, quando falamos de pais, falamos de parentalidade
Buscador de educadores parentais
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Educar filhos é um trabalho diário.

Não dá para acordar, checar o humor e só aí escolher: “Opa! Estou de bom humor, vou ali educar meu filho!”

A verdade é que não importa se estamos cansados, se dormimos pouco, se o trabalho está acumulado, se estamos de mal humor ou se estamos com tudo em dia e tivemos uma noite dos sonhos: educar filhos acontece todo dia.

Sei que estamos vivendo um momento único na nossa história, estamos no modo sobrevivência há quase cinco meses! Estamos tentando equilibrar os pratinhos da nossa vida e negociando quais deles vamos deixar de lado nesse momento e quais vamos priorizar. Existem pratinhos que podemos ou temos que deixar para depois: a viagem dos sonhos, a reforma da casa, um curso novo, um projeto… Mas educar os filhos definitivamente não é um pratinho que você pode deixar de lado nesse momento.

Percebo um movimento interessante em todos esses cinco meses. Lá no início quando tudo começou, muitos pais deixaram os filhos em modo férias. Ok. Estávamos no meio do furacão, as escolas pararam, ainda não tinha aula online, a rotina já tinha ido por água abaixo, as crianças não tinham hora de dormir, muito menos de acordar, podíamos pedir pizza no almoço de 3ª e 5ª feira sem nenhuma culpa e tempo de tela era liberado.

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Mas depois fomos entendendo que não dava para viver de pizza, que precisávamos ter um horário limite para ir para a cama. Que os filhos precisavam acordar para a aula online e que tempo de tela liberado não funcionava. As famílias começaram a se reorganizar e durante esse processo surgiram vários dilemas.

Em um momento, o pai dizia para o filho desligar o vídeogame e a mãe falava: “Deixa o menino jogar com os amigos, ele está tão sozinho!”. Outra hora, a mãe mandava o filho deitar e o pai respondia: “Ele vai daqui a pouco, vamos terminar de ver o filme. Precisamos relaxar, né?” E quando a garota passava o sábado no quarto gravando cenas para o TikTok, o pai reclamava e a mãe respondia: “Deixa, ela está entediada, não tem nada para fazer!”.

Assim, no meio dessa pandemia, mais um fator foi abalado: a PARENTALIDADE.

Não sei se você conhece esse termo, vou explicar. Quando falamos de um casal, falamos de conjugalidade, quando falamos de pais, falamos de parentalidade. Quando um casal tem um filho, eles assumem o papel de cuidar, de educar essa criança, buscando o desenvolvimento saudável dela. Isso é a parentalidade.

A parentalidade continua existindo mesmo que a conjugalidade, o casal, não exista mais. A parentalidade continua existindo, mesmo que a vida esteja um caos, ou seja, mesmo no meio de uma pandemia.

Assim, fica claro o quanto podemos abrir mão de algumas coisas nesse modo “Corona de viver” – mas é impossível abrir mão de educar os nossos filhos.

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E nesse momento você deve estar se perguntando: “Mas então, o que preciso fazer para exercer uma parentalidade saudável?” Eu poderia falar horas, ou escrever muitas linhas sobre isso, mas escolhi os três pontos que acredito serem os mais essenciais. Se você conseguir cuidar desses três pontos “C’s”, você estará em um bom caminho.

1) A parentalidade precisa ser coerente. Isso significa que os pais precisam estar de acordo, precisam falar a mesma língua com os filhos, ter as mesmas regras. Se as regras forem diferentes entre os pais, cria-se um espaço propício para manipulações, joguinhos, mentiras e quebra de regras pelas crianças.

2) A parentalidade precisa ser consistente. Imaginem que os pais estejam alinhados, ou seja existe coerência entre eles, mas todo dia mudam as regras. Em uma semana estão super flexíveis, na outra super rígidos, por exemplo. Isso gera instabilidade, as crianças não sabem mais o que esperar.

3) A parentalidade precisa ser concreta, vivida, não só falada. O comportamento dos pais tem mais impacto na educação de uma criança do
que o que eles falam. Pais educam muito mais pelo exemplo, do que pelas palavras.

E de mãos dadas vamos seguindo, vivendo os 3 Cs, sendo coerentes, consistentes e concretos em nossas atitudes.

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