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Nossas crianças estão se alimentando mal nas escolas; veja pesquisa

Por Cristina Moreno de Castro
Nossas crianças e adolescentes estão comendo muita porcaria (vamos chamar de “alimentos de baixo valor nutricional”, OK?) na hora do recreio. É o que mostra pesquisa feita pelo Center for Behavioral Research (CBR) da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE), em parceria com a Nutrebem.
Vamos aos principais números e constatações:
– 62% do que foi consumido nas cantinas das escolas pesquisadas é de baixo valor nutricional, 22% é de médio valor nutricional, 7% é de alto valor nutricional, e 9% ainda não foi classificado pela Nutrebem.
– 65% do que é oferecido é de baixo valor nutricional, 20% é de médio valor nutricional, 8% é de alto valor nutricional, e 7% ainda não foi classificado pela Nutrebem. Conclui-se que há uma forte relação entre a quantidade de produtos nutritivos ofertados em uma escola e a quantidade de produtos nutritivos consumidos na mesma. O consumo de produtos nutritivos é maior em escolas onde a oferta destes é maior.
– Os padrões de consumo variam ligeiramente por gênero, sendo a proporção de consumo de produtos nutritivos maior entre as meninas a partir da adolescência.
Foram analisadas 1.236.226 compras efetuadas em 2016 por 19.753 alunos de ensino fundamental (1 e 2) e médio em cantinas de 97 escolas privadas localizadas em 25 cidades e 8 Estados Brasileiros (São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Pará, Santa Catarina, Bahia, além do Distrito Federal).
A pesquisa na íntegra, com todas as suas nuances, e inclusive análise de preços dos lanches, pode ser acessada AQUI.
Quer saber quais são os produtos mais consumidos por nossas crianças na hora do recreio?
Aí vai um resumo, dividido entre o que foi considerado de alto, médio e baixo valor nutricional:

Reparou bem nas quantidades? 70 mil pães de queijo comprados em São Paulo, contra apenas 2.490 palmitos…

De novo, olho nas quantidades: mais de 35 mil refrigerantes comprados pelos alunos de São Paulo, contra apenas 3.200 águas de coco naturais.

De cair o queixo: quase 16 mil picolés comprados nas escolas de São Paulo versus 1.284 maçãs!
Fica a pergunta: você sabe o que seu filho lancha na escola?
Canguru News
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