3 brincadeiras que contribuem para a alfabetização das crianças

Especialista em educação infantil destaca atividades que envolvem movimentos corporais, ritmos e nomeação dos objetos para ampliar o desenvolvimento cognitivo e divertir os pequenos. Confira!

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Menino brinca com letras de EVA no chão
Ambiente e estímulos favorecem a alfabetização
Buscador de educadores parentais
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Não há dúvidas que o brincar é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança. Além de despertar a curiosidade e a imaginação, as brincadeiras também podem ser grandes aliadas na educação. Não há nada como aprender brincando! Os pequenos com certeza vão gostar e, muitas vezes, conseguem assimilar os conteúdos com maior facilidade. “A aprendizagem depende de vários fatores, como a motivação, o ambiente e o tipo de estímulo que é oferecido”, destaca o psicopedagogo e especialista em educação infantil, Junior Cadima.

As brincadeiras podem ser utilizadas em diversas etapas do ensino, como na alfabetização, um processo tão importante da infância. “É importante termos em mente que o trabalho em parceria, entre escola e família, além de favorecer significativamente a alfabetização, ajuda no desenvolvimento e na criação de vínculos afetivos seguros, fator fundamental para uma boa aprendizagem”, diz Cadima. 

Para ele, é fundamental que os pais também incentivem brincadeiras educativas em casa. “Se todos os adultos que convivem com a criança tiverem esse olhar e compreenderem a importância das atividades lúdicas na vida dos pequenos, todas essas ações são potencializadas”, adiciona. Com a volta às aulas se aproximando, este pode ser o momento ideal para começar a colocar isso em prática. Junior Cadima selecionou três ideias de brincadeiras para contribuir para a alfabetização dos pequenos. Confira! 

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1. Mexendo o corpo

Explorar os movimentos corporais é fundamental para a estimulação de diversas habilidades, como o controle da força, o equilíbrio, a orientação espacial e a consciência do corpo. Um exemplo de atividade proposta pelo especialista é realizar brincadeiras de nomear as partes e os lados do corpo. 

Segundo ele, isso ajuda a criança a aprender a diferenciar objetos grandes dos pequenos e a compreender o funcionamento do tempo, como distinguir a sequência de fatos, o que é fundamental na organização das tarefas escolares. “As crianças, ainda, conquistam a consciência corporal, o que envolve saber o que pode ou não fazer com o corpo, assim como a habilidade de coordenação motora fina”, acrescenta.

2. Sons e ritmos

Propostas que brincam com o ritmo das palavras também podem fazer toda a diferença. Essas brincadeiras impactam diretamente na ação de ler e escrever, pois estimulam habilidades, como a capacidade de sequenciar, de perceber a velocidade (rápido e lento) do som e de compreender mentalmente o espaço e o tempo para um movimento acontecer. 

“Nesse sentido, é fundamental explorar as brincadeiras rítmicas na Educação Infantil por meio de atividades musicais, parlendas, cirandas e dança circular. Tudo isso auxilia na formação da nossa consciência fonológica, ou seja, a capacidade de reconhecer a combinação entre os sons, entendendo, por exemplo, que na palavra BO-LA há dois sons ou, ainda, que na palavra MO-RAN-GO há 3 sons”, revela Cadima. 

O especialista destaca que a sonoridade desempenha um papel fundamental. “Outra maneira de trabalhar essa consciência é por meio da rima, que é a repetição dos sons que acontecem no final das palavras. Por exemplo: mão e pão; céu e papel; bola e cola”, afirma.

3. Dar nome aos bois 

Por fim, a última das brincadeiras para contribuir para a alfabetização recomendadas pelo especialista é a atividade de nomear os objetos. “Quando a gente ajuda a estimular essa identificação, amplia muito o repertório de conhecimento da criança. Aumentamos, também, o vocabulário. Sempre que estiverem em casa, os responsáveis podem brincar com os pequenos apresentando e falando o nome de diferentes objetos, seja do quarto, da sala ou da cozinha. Depois de apresentá-los, incentive a criança a dizer o nome desses objetos. Essa ação ajuda no resgate da informação, ou seja, é fundamental para a memória”, sugere o professor. 

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