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Por que você não deve dizer à criança que pare de chorar
Amor. Aceitação. Validação. Envolvimento emocional. Toda criança deseja e necessita receber esse sentimentos e comportamentos de seus pais. Era isso que seus avós precisavam quando eram crianças. Era isso que seus pais precisavam quando eram crianças. Era isso que você precisava quando era criança. É isso que seu filho também precisa agora. Mas nem sempre é isso que recebemos. E é porque nossos pais eram ruins? Não. É porque eles deram o que sabiam, o que tinham, o que podiam e com certeza foi o melhor que conseguiram. Talvez não tenha sido o que você merecia, mas ainda assim foi suficiente para você chegar até aqui. E não é porque muitos de nós não recebemos o amor e atenção que merecíamos quando crianças, que vamos repetir com nossos filhos o que já sabemos que não nos fez bem no passado.
Validar as emoções é dar nome ao que se sente e reconhecer como importante. Se seu filho está chorando porque caiu e se machucou, em vez de dizer “Pare de chorar, isso não foi nada” que tal validar o que ele sente dizendo
“Eu sei que você caiu e está doendo, eu também já cai quando era pequeno. O que acha que podemos fazer para melhorar a dor?”
Em uma única frase validamos a emoção, usamos a empatia e focamos em solução. Uma forma gentil, respeitosa e que conecta. As chances do choro parar após uma interação desse tipo são muito maiores, porque a criança se sentiu acolhida.
Crianças são pequenos seres humanos que sentem e sofrem com muita intensidade e os pais estão aqui para cuidar, proteger, guiar e não para humilhar, punir e amedrontar.
Seres humanos precisam de amor e compaixão para que se desenvolvam com equilíbrio, saúde mental e emocional. Precisamos ressignificar o olhar para a infância. Crianças são pequenos seres humanos que sentem e sofrem com muita intensidade e os pais estão aqui para cuidar, proteger, guiar e não para humilhar, punir e amedrontar. Vamos nos esforçar para aprendermos a colocar limites e definir regras de forma que não seja ofensivo para as crianças. Elas não precisam disso para aprender.
Se queremos que nossos filhos tenham uma chance justa de viver a vida que merecem e de se tornarem quem vieram a ser, devemos urgentemente olhar para dentro de nós e nos questionarmos sobre nossos próprios padrões controladores, imperfeitos e muitas vezes, verdadeiramente, castradores.
Vamos cuidar bem da infância dos nossos filhos. Eles agradecem e o futuro também.
Leia também: Lorraine Thomas indica 8 hábitos (fáceis de aprender) para lidar com as emoções
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Telma Abrahão
Telma Abrahão é formada em Biomedicina mas mudou de carreira após a maternidade, tornando-se educadora parental. Autora do livro "Pais que evoluem" e apaixonada pelo tema da Parentalidade Positiva, fundou a empresa Positive Parenting Education, uma escola de pais localizada na Flórida (EUA), que ajuda famílias a encontrar mais equilíbrio em suas relações entre pais e filhos.
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