Como lidar com as emoções? Pedagoga dá 10 sugestões para ajudar as crianças

Veja orientações para promover a educação socioemocional dos pequenos

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Menina chateada de braços cruzados e mãe ao fundo
Meninas procuram apoio na web mais do que os meninos, segundo estudo
Buscador de educadores parentais
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Quando a criança passa por um momento difícil na vida, a quem ela pede ajuda? Pais, professores, amigos? Além dessas possibilidades, você imaginaria que os pequenos também recorrem à web diante de uma situação emocional desafiadora? Cerca de três a cada dez crianças e adolescentes, entre 11 e 17 anos, que usam a internet, têm esse hábito, segundo um estudo recém divulgado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). 

A busca de apoio emocional na internet, segundo o levantamento feito entre outubro de 2021 e março de 2022, se dá mais entre meninas (36%) do que entre meninos (29%). O percentual aumenta consideravelmente conforme o adolescente cresce, chegando a ser o triplo na faixa dos 15 aos 17 anos, quando comparado com a faixa etária de 11 a 12. 

A pesquisa ouviu 2.651 crianças e jovens de 9 a 17 anos e o mesmo número de pais ou responsáveis em todo o território brasileiro, e buscou compreender de que forma as crianças e os jovens nessa faixa etária utilizam a internet e como lidam com os riscos e as oportunidades decorrentes desse uso.

Para evitar que seu filho ou filha entre para essa estatística, levando em conta que nem sempre os conteúdos disponíveis na web são de fontes confiáveis, Miriam Sales, coordenadora pedagógica da Mind Lab, empresa que trabalha com o desenvolvimento socioemocional, sugere caminhos para pais e responsáveis não perderem sua posição para o Google quando suas crianças precisarem de apoio emocional.

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“Crianças vão aprender a lidar com emoções e sentimentos à medida que crescem e o cérebro se desenvolve. Por isso, pais e mães, professores e professoras, e adultos em geral com quem elas se relacionam são os principais responsáveis por ajudá-las no reconhecimento dessas emoções e sentimentos. Esse papel dos adultos no desenvolvimento da compreensão das emoções é muito importante desde os primeiros anos”, destaca Sales.

Ela ressalta que despertar a atenção dos adultos para a importância desse desenvolvimento traz intencionalidade aos atos e aos exemplos que eles dão às crianças. A seguir, Sales dá dez sugestões de atividades em que os adultos podem colaborar com este processo, ensinando as crianças a reconhecerem suas emoções:

1. Brincadeira do semáforo

Alegria, tristeza, raiva, ansiedade… Essas emoções são básicas e, embora toda criança as sinta ao longo do crescimento, nem todas sabem reconhecê-las. Aprender a nomear essas emoções e entender as reações que cada uma delas causa em nós é fundamental para aprender a lidar com elas. Um método que pode ajudar nesse processo é o que os especialistas em metodologias metacognitivas (ou do pensamento) chamam de “semáforo”, que pode ser reproduzido de maneira simples no nosso dia a dia. Com ele, você pode ensinar a criança a parar diante de uma situação que traz à tona alguma emoção (luz vermelha do semáforo), refletir sobre o que está sentindo e as reações desencadeadas pela emoção (luz amarela) e só então, decidir sobre como agir (luz verde).

2. Olhar através do espelho

Tudo o que acontece em nossa vida é uma oportunidade para descobrirmos quem somos, como se comportam nossas emoções, de que forma reagimos a elas. Esse autoconhecimento sobre a própria personalidade é importantíssimo para identificarmos os gatilhos que nos direcionam para determinadas reações. O “método do espelho” é uma ferramenta poderosa para desenvolver o autoconhecimento. Com ela, imaginamos que estamos diante de um espelho para analisarmos nossas emoções, pensamentos e ações e identificarmos nossos pontos fortes e também aqueles em que podemos melhorar.

3. Aprender com os erros

Apesar daquela frase chavão que diz que “errar é humano”, todos nós fomos ensinados de que o erro é uma coisa negativa. Só que não é. Erros fazem parte da vida e nos ajudam a evoluir emocionalmente. Frustração e tristeza são emoções desconfortáveis, mas podem nos trazer aprendizados se soubermos lidar com elas. O “método da tentativa e erro” se dispõe a nos ensinar a habilidade de arriscar, aprender com o erro, fazer correções e tentar novamente.

4. Criar rotinas

Além de trazer segurança às crianças, aprender os passos necessários para estruturar uma rotina cotidiana ajuda nossos filhos e filhas a crescerem como pessoas que sabem traçar objetivos claros e se planejar para alcançá-los. O “método da filmadora” nos auxilia na conquista dessas duas importantes habilidades: ter clareza de um ponto de chegada e das necessidades de cada etapa na construção desse caminho.

5. Reconhecer limites

As normas ajudam as crianças a desenvolver disciplina e construir caminhos seguros para atingir seus objetivos, sabendo o que podem e o que não podem fazer. O “método do alpinista” nos ajuda a entender que o sucesso não está em avançar sempre, a qualquer custo. Recuos estratégicos e respeito a limites são barreiras que têm muito a nos ensinar sobre os caminhos mais seguros para o desenvolvimento.

6. Promover a autonomia

Mais importante do que ajudar nas tarefas é ensinar seu filho que ele é capaz de resolver algo sozinho. A independência fortalece a autoconfiança para enfrentar obstáculos na vida. O “método da escada” nos ensina a importância de aprendermos os passos necessários para avançarmos numa caminhada, ampliando a autoconfiança na resolução de problemas.

7. Definir um foco

O mundo superconectado em que vivemos contribui, muitas vezes, para o aumento da ansiedade. Uma criança capaz de focar no que realmente é importante tem melhores ferramentas para lidar com essa superexposição a estímulos externos. O Método do Filtro nos ensina a selecionar, extrair e usar apenas o que é realmente relevante para a situação que enfrentamos.

8. Senso de responsabilidade

Nossas atitudes e decisões têm consequências e aprender a lidar com elas é parte do desenvolvimento emocional de qualquer criança. O Método da Árvore do Pensamento nos auxilia a enxergar as diferentes opções diante de uma situação, e a entender as consequências de cada uma delas, facilitando a tomada de decisões de forma consciente, autônoma e responsável.

9. Atenção à escuta

Ao conversar com o filho é preciso criar uma postura de quem realmente está interessado em ouvi-lo. Deixe o celular ou o computador de lado, olhe nos olhos e se proponha a escutar atentamente o que ele tem a dizer, ajudando-o assim a expressar suas emoções de forma saudável.

10. Técnicas de autorregulação

Jogos e brincadeiras em que a criança precisa esperar a sua vez para brincar e tem de seguir as regras do jogo podem ser muito úteis para trabalhar as emoções. Além disso, jogos em que há somente um vencedor também são uma boa oportunidade de aprender a lidar com a frustração.  


O papel da educação parental na criação dos filhos

educação parental é uma prática exercida por profissionais certificados que buscam apoiar mães, pais e responsáveis na criação dos filhos para que estes possam se desenvolver de maneira saudável. Diferentes abordagens ‒ dentre as quais, a disciplina positiva, a parentalidade consciente, a comunicação não violenta e a neurociência ‒ são utilizadas pelos educadores parentais durante os atendimentos com as famílias para ajudá-las a criar vínculos positivos com as crianças, com suporte e estímulos adequados que promovam o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional dos pequenos.

Profissionais de diferentes áreas atuam na educação parental, entre eles, psicólogos, pedagogos, psiquiatras, professores, terapeutas ocupacionais e pediatras, entre outros. Porém, além da formação de origem, a maioria deles faz cursos específicos voltados a esse campo de atuação.

O Clube Canguru é a maior comunidade de educação parental do Brasil. Trata-se de um espaço de troca e aprendizado, composto por profissionais que têm acesso a workshops, cursos, masterclasses e fóruns de debate, entre outros eventos. Saiba mais aqui sobre essa iniciativa da Canguru News.


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4 COMENTÁRIOS

  1. A matéria é um leque para o nosso dia a dia, nos ajuda muito e abre caminhos para que possamos educar da melhor forma maneira possível.Ñ é uma tarefa fácil mas com essas orientações fica mais facil de entender as emoções desses pequenos.

  2. A parte mais importante que é a Espiritual ninguém se preocupa…
    A Oração
    O Diálogo com Deus
    É com ELE que preenchemos o vazio que o próprio Deus deixou em cada um de nós quando nos criou a cada um de nós!
    Não adianta buscar nada neste mundo pra satisfazer, pra saciar a fome e a sede de Deus…
    Morrerá buscando…
    Sem Deus, vazio, vazio, sofrimento e busca das criaturas por prazer carnal apenas…
    Alimente bem sua alma, igual alimenta seu corpo…

    *Talvez não permitam o comentário, pois, tiram DEUS do homem, pra fazer dele um simples animal, aí manipulam…*

    • Parabéns pelo comentário, sem Deus não somos nada. Temos visto nesses dias a exclusão de Deus de tudo que está acontecendo com o homem, para dessa forma, fazer com que nos distanciemos mais ainda e a vida se torne cada vez mais em morte em pessoas distantes de Deus!

      Deus é vida !!!

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