Trabalhar as emoções ajuda as crianças a lidar com situações difíceis

Especialista sugere 4 estratégias para estimular o desenvolvimento de habilidades socioemocionais nos pequenos

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Menina negra de cara séria está no colo da mãe
Vivenciar frustrações é uma oportunidade para que a criança conheça os seus sentimentos e possa expressá-los
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Letras, palavras, números, idiomas, ciências, história ou geografia. Desde sempre as crianças vão à escola para aprender sobre as diferentes áreas do conhecimento. No entanto, a evolução da educação tem mostrado que, para além de assimilar o conteúdo das matérias escolares, é importante pensar numa proposta pedagógica que promova a educação socioemocional. Contemplada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ela visa contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e jovens, incorporando competências e habilidades que vão além do aspecto cognitivo da aprendizagem. 

“A educação socioemocional é aquela que proporciona o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais para ajudar a criança a se conhecer e se relacionar, de maneira positiva e saudável, com outras pessoas”, explica o psicopedagogo e especialista em desenvolvimento infantil, Junior Cadima. Ele diz que ao trabalhar tais habilidades, a criança se torna capaz, por exemplo, de lidar com o estresse, controlar suas emoções, pensar de forma crítica, resolver problemas, manter relacionamentos saudáveis e atuar em equipe. Por meio de experiências diversas, as crianças aprendem a lidar melhor com situações difíceis, sejam elas em relação à vida social, escolar, familiar ou, futuramente, na vida profissional”, comenta Cadima. 

Ansiedade, raiva e tristeza: emoções desafiadoras

É importante que a criança passe por situações de frustração para que possa vivenciar esses momentos e, assim, aprenda a expressar e lidar com seus sentimentos. Para tanto, pais e professores devem valorizar e acolher a criança de maneira sensível e compreensiva. 

“Nos momentos de birra, por exemplo, em que a criança grita e bate por estar com raiva, cabe ao adulto oferecer direção e limites em relação a esses comportamentos inadequados e, por meio da conversa e do modelo, mostrar à criança formas de lidar com sentimentos negativos e situações conflituosas”, orienta o especialista. Ele sugere a seguir estratégias que ajudam as crianças e podem ser usadas por pais e professores.

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4 maneiras de trabalhar a educação socioemocional com as crianças

  1. Meditação e relaxamento por meio da respiração. 
  2. Técnicas de autorregulação: jogos e brincadeiras em que a criança precisa esperar a sua vez para brincar. 
  3. Ouvir e respeitar: escutar atentamente o que a criança tem a dizer e ajudá-la a expressar suas emoções de forma saudável.
  4. Tomar decisões: isso pode ser feito por meio de brincadeiras com a mediação do adulto. 

Ambiente escolar

Para trabalhar a educação socioemocional em sala de aula, é essencial que os professores e a equipe pedagógica estabeleçam um ambiente de confiança e respeito, pois as crianças devem se sentir confortáveis para compartilhar o que sentem e expressar suas emoções de forma positiva. 

De acordo com Junior Cadima, “é preciso que os professores estabeleçam limites claros e específicos sobre o comportamento esperado em sala de aula e incentivem diálogos positivos entre as crianças”. 

Para ele, também é importante promover a autoconsciência dos alunos, o que envolve ajudá-los a identificar suas ações e atitudes. Para trabalhar isso em sala de aula, os professores podem propor algumas atividades práticas, como rodas de conversa, brincadeiras e jogos que estimulem a resolução de problemas, leitura de livros, meditação e atividades com música. 

É importante reforçar que os objetivos da educação socioemocional serão atingidos de forma mais efetiva quando não apenas a escola coloca em prática os seus conceitos, mas também a família: “é por meio do modelo do próprio adulto, ou seja, como ele lida com os problemas e situações conflituosas dentro de casa que a criança aprenderá a lidar com as próprias emoções e a lidar com os próprios problemas. O exemplo segue sendo o que mais ensina”, finaliza o especialista.

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