Qual a diferença entre amar e mimar os filhos?

Amar é propiciar experiências e momentos em família, é dizer o quanto ama seus filhos e distribuir abraços e beijos

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Qual a diferença entre amar e mimar os filhos?; mãe negra de costas olha para filha negra que ri e está com cotovelos apoiados sobre sofá
O fruto do amor e da proteção é a segurança

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Entre amar e mimar existe uma linha muito tênue! Nós, como pais, precisamos proteger nossos filhos, mas qual o limite dessa proteção? Por medo de que eles se frustrem, muitos acabam caindo na armadilha da superproteção e, com isso, deixam de prepará-los para a vida. Neste artigo, eu vou dar alguns exemplos de atitudes para lhe ajudar a entender a diferença entre amar e mimar os filhos.

Certa vez, meu filho Augusto quis um pedaço de bolo que nós tínhamos feito há uns dias. Quando cortei o bolo e o experimentei, percebi que já estava azedo. Eu expliquei para o meu filho que ele não poderia comê-lo. Na época, ele tinha três anos. E qual foi sua reação? Chorar.

É importante que nós, pais, não tenhamos a expectativa de que a criança vai entender uma explicação, por melhor que ela seja. É claro que na hora eu tive vontade de comprar outro bolo para ele parar de chorar. Mas, se eu tivesse agido dessa maneira, eu não teria ensinado a ele a lidar com a frustração.

Então, eu disse que estaria por perto e que quando ele quisesse conversar, poderia vir até mim. Passou um tempo, ele enxugou as lágrimas e me perguntou se poderia comer uma bolacha. Ou seja, ele mesmo chegou à conclusão de que não adiantaria chorar e criou sua própria solução.

Com filhos adolescentes devemos agir da mesma maneira. Por exemplo, se seu filho se desentende com um amigo, você pode até intervir dizendo que eles são maduros para resolver a situação e que se precisarem podem contar com você, mas deixe-os tentar encontrar um caminho. Isso é amar!

Amar é propiciar experiências e momentos em família, é dizer o quanto ama seus filhos e distribuir abraços e beijos. Mimar é fazer tudo o que eles querem, na hora que pedem. Se mimamos nossos filhos, eles crescem com a falsa ideia de que amar é suprir carências a qualquer custo. Ainda, a superproteção gera um sentimento de incapacidade. Já o fruto do amor e da proteção é a segurança.

Pais emocionalmente inteligentes têm um grande objetivo: fazer com que seus filhos tenham repertório e anticorpos emocionais para lidar com as frustrações.

Como é aí na sua casa? Você cede às vontades de seus filhos ou os prepara para a vida?


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Camila Cury é psicóloga e autora do livro “A beleza está nos olhos de quem vê” (Ed. Sextante). É presidente e fundadora da Escola da Inteligência, maior programa de educação socioemocional do Brasil, aplicado em mais de 1,2 mil escolas. Tem dois filhos, Augusto, de 4 anos, e Alice, de 3.

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