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Afinal, o que é a alfabetização?
A busca por novas metodologias para alfabetização tem sido um dos objetivos essenciais do educador nas séries iniciais do ensino fundamental. Desde 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como meta que todas as crianças estejam alfabetizadas até o fim do 3º ano do fundamental. Esta meta, porém, tem gerado polêmica entre professores e frustrações para muitas famílias, que têm a impressão de o avanço de seus filhos no domínio da escrita é nulo ou muito lento.
Mas, afinal, o que é alfabetização? Como se aprende a ler e a escrever? O que é a escrita? Os novos tempos e suas exigências demandam uma visão mais ampla da alfabetização do que se teve no passado. Para compreender a complexidade do ato de ler o mundo, é preciso ir além do domínio de sons e da escrita de palavras.
“Entendemos que ler o mundo significa ler as coisas, os objetos, os sinais”, explica Sueli Marciale, diretora assistente do Colégio Rio Branco, Unidade Granja Vianna. “Se uma criança que não sabe ler e vê o símbolo do colégio, por exemplo, mesmo não tendo o domínio do código, entende que aquilo pode querer dizer, entre outras coisas, escola.” Sueli explica que uma criança “alfabetiza-se” quando descobre que o mundo é feito de significados e compreende como funciona a estrutura da língua e a forma como é utilizada em situações comunicativas reais.
No início da vida escolar, para que aprenda a ler e a escrever com melhor qualidade, é preciso que a criança tenha acesso a diferentes (e bons) modelos de leitura. Só assim poderá observar e utilizar a escrita em diferentes contextos. É preciso oferecer oportunidades para que se sinta motivada por meio da leitura. Mas é preciso respeitar o ritmo de cada uma delas.
Confira vídeo sobre a alfabetização dos alunos do Colégio Rio Branco durante a pandemia
“Não se trata de acelerar o processo do ensino da leitura e da escrita sem respeitar os ritmos individuais e as características de cada faixa etária, mas de desafiar a criança a aprender a falar, a escutar, a escrever, a ler e permitir o erro, refletindo sobre ele e corrigindo-o”, explica a diretora assistente do Rio Branco.
É preciso compreender que o processo se dá em etapas. A capacidade de compreensão não acontece automaticamente. Ela precisa ser exercitada e ampliada em diversas atividades, que podem ser realizadas antes que a criança tenha aprendido a decodificar o sistema de escrita completamente.
Para chegar a ler e a escrever “convencionalmente”, uma criança percorre um longo caminho, enfrentando toda sorte de desafios, elaborando e reelaborando hipóteses. É um processo constante de equilíbrios e desequilíbrios cognitivos que permitem sempre um estágio de leitura e escrita mais avançado que o anterior.
Saiba mais sobre o Colégio Rio Branco
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