São Paulo adia retorno de aulas presenciais para outubro

Governo do estado afirma que adiamento ocorre por recomendação do centro de contingência contra o coronavírus

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Governador de São Paulo João Doria falando em coletiva de imprensa; imagem ilustra matéria sobre adiamento da retomada das aulas presenciais no estado.
João Doria (PSDB) durante coletiva de imprensa sobre a pandemia do novo coronavírus. Foto: Reprodução/Youtube/Governo de São Paulo
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O governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (7) que a retomada das aulas presenciais em escolas públicas e privadas do estado será adiada para o dia 7 de outubro, por recomendação do centro de contingência contra o coronavírus. O retorno escolar estava inicialmente previsto para o dia 8 de setembro.  

Segundo Doria, a decisão se deu para “garantir uma margem de segurança ainda maior para crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede pública e privada de ensino e, obviamente, para os seus familiares”. 

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As escolas estão fechadas desde março. A retomada de aulas presenciais no dia 8 de setembro estava condicionada à permanência de 80% da população do estado na fase amarela do Plano São Paulo pelos 28 dias anteriores à data. Os outros 20% precisariam estar nesta mesma fase por pelo menos metade desse prazo. A fase amarela é o terceiro dos cinco estágios do Plano São Paulo, usados para classificar a situação do combate contra o coronavírus nas regiões. 

São Paulo mudou as regras de classificação nessas cinco fases e, com isso, grande parte do estado passou para a fase amarela. Segundo o governo, foi atingido valor superior ao estabelecido para que as aulas retornassem no dia 8 de setembro, com 86% da população na fase amarela, mas foi decidido seguir a recomendação do comitê de saúde e adiar o retorno para outubro.

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Aulas presenciais só em outubro, mas escolas poderão reabrir um mês antes 

Escolas localizadas em regiões que estão há 28 dias na fase amarela poderão reabrir de forma opcional para aulas de reforço e recuperação e para acolhimento dos alunos a partir do dia 8 de setembro, data que tinha sido inicialmente definida para o retorno das aulas presenciais. O objetivo é auxiliar pais que não têm com quem deixar os filhos por terem voltado a trabalhar presencialmente. 

“A escolha de reabertura para atividades opcionais e reforço a partir de 8 de setembro é uma decisão que cada escola deve tomar através de um processo de consulta que envolve a comunidade escolar, pais, estudantes e educadores”, explicou Doria.

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A permissão para que as escolas abram um mês antes, já em setembro, pode beneficiar escolas particulares. A rede privada pede permissão para reabrir há semanas, inclusive pressionando governantes para que pudesse retornar antes da rede pública, com o argumento de que as escolas particulares teriam os recursos para adotar os protocolos de higiene e de saúde mais rapidamente. Em nota, a Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) comentou as mudanças anunciadas pelo governo de São Paulo, afirmando que elas “apontam para a direção adequada”. 

A discussão sobre a retomada do ensino presencial traz incerteza e insegurança para pais e professores. Na última quarta-feira (5), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que delega a pais ou responsáveis legais a decisão em relação a seus filhos comparecerem ou não às aulas presenciais em meio à pandemia. Prefeitos de municípios do ABC paulista, na grande São Paulo, já declararam que as escolas não irão reabrir neste ano.

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