Mães dizem que filhos seguirão em casa quando as escolas reabrirem

Os motivos para não levar os filhos à escola são diversos. Há quem diga Umas alegam ter condições de seguir trabalhando em home office e cuidar das crias

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Com a programação de volta às aulas divulgada em várias cidades dos pais, muitos pais e mães começam a pensar se vão levar os filhos à escola quando as aulas presenciais forem retomadas ou se deixarão para reiniciar o ano letivo mais para a frente. Enquete realizada pelas redes sociais da Canguru News mostra que a maioria das mães não pretende retomar a rotina escolar tão cedo. Essa é a opinião de 65% das mães ouvidas. Já 32% delas planejam levar os filhos às aulas assim que as escolas forem reabertas. Somente 2% disseram não saber ainda o que farão.

A opinião das nossas leitoras coincide com outras pesquisas sobre o tema – uma enquete informal realizada em grupo de mães de Facebook também revelou que 55% das mães não querem levar os filhos à escola. Os motivos são diversos. Umas alegam ter condições de seguir trabalhando em home office e cuidar das crias. Outras, estão mais preocupadas com a possibilidade das crianças adoecerem e ou transmitirem a Covid-19 para familiares. Há também quem retirou os filhos da escola, que ainda não estão em idade escolar, e os pais avaliam ser melhor que fiquem em casa mesmo com a retomada das atividades escolares. As mães que desejam que os filhos retomem as aulas presenciais somaram 22% do total. Neste caso, elas alegam que precisam trabalhar e não têm com quem deixar as crianças ou que retomar o contato com os amigos, professores e o ambiente escolar é importante após longo período de isolamento social. Ainda, outras 21% das mães disseram não saber o que vão fazer, preferindo aguardar a data do retorno chegar mais perto.

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Profissional de saúde diz que não vai mandar a filha para reduzir riscos de transmissão a terceiros

Amanda Pires de Souza, mãe de Helena, 5 anos, é uma das mães que participou da enquete e diz que não vai mandar a filha logo que as aulas forem retomadas. “Sou profissional da saúde e vamos conversar com a escola para deixar a minha filha de homeschooling até que eu ache mais seguro. Meu problema nem é tanto ela se infectar com o coronavírus, mas acabar levando o vírus à escola por minha causa, já que embora eu siga um protocolo rígido no trabalho, é difícil saber se estamos infectados ou não”, diz Amanda, que é bióloga e trabalha como auxiliar de laboratório na capital paulista.

Em São Paulo, o governo já anunciou que pretende retomar as aulas presenciais no dia 8 de setembro, se todas as regiões do estado permanecerem na etapa amarela – a terceira menos restritiva segundo critérios de capacidade hospitalar e progressão da pandemia – por 28 dias consecutivos. No momento, o estado tem sete regiões na fase amarela. As medidas de retorno escolar valem para as escolas públicas e privadas do estado.

‘As escolas não têm como oferecer essa segurança às crianças’, diz mãe que mora em São Paulo

Apesar dos cuidados e protocolos sanitários e de saúde determinados pelo governo para aplicação nas escolas públicas e privadas de todo o estado, muitas mães e pais ainda têm dúvidas de como tudo isso se dará na prática. Uma delas é a escrevente Bianca Campos, que também vive em São Paulo com a filha Manuela, de 5 anos. “Não pretendo mandar porque não me sinto segura, acho que as escolas não têm como oferecer essa segurança às crianças”, afirma Bianca.

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‘A mochila do meu filho já está pronta em casa’, brinca Keila, moradora do Rio de Janeiro

Já Keila Figueiredo Fonseca Lima, mãe de Artur, de 7 anos, planeja retomar a rotina escolar logo no primeiro dia de aula.

Já Keila Figueiredo Fonseca Lima, mãe de Artur, de 7 anos, planeja retomar a rotina escolar logo no primeiro dia de aula. Ela acredita que a falta da interação com os amigos tem prejudicado muito Artur. “Pretendo mandar meu filho assim que a escola reabrir, a mochila já está pronta”, brinca a mãe. Ela explica que a intenção não é recuperar o conteúdo perdido, mas sim reduzir os riscos de um possível problema emocional. “Estou com receio do que esse tempo todo em quarentena possa vir a causar no meu filho, um estresse pós-traumático por exemplo. Se a gente está surtando, imagina as crianças?”, questiona.

No Rio, as escolas particulares ainda não têm data de retorno confirmada. Nas escolas municipais, a prefeitura anunciou a volta após o dia 3 de agosto. Já na rede estadual, o retorno se dará somente 15 dias após o estado decretar a fase verde – penúltima etapa, com menores restrições para retomada de atividades. No momento, o estado se encontra na fase amarela, que é anterior à verde.

A pernambucana Tatty planeja levar os filhos à escola após algumas semanas da reabertura

Já a produtora Tatty Cavalcanti, que mora no Recife e é mãe de dois meninos, José, 7 anos, e Vicente, 3 anos, diz que pretende esperar uma ou duas semanas após o reinício para levar os filhos à escola. “Depois das aulas começarem, se não surgir nenhum caso de transmissão, eu pretendo mandar sim, não pela questão de recuperar o ano escolar e sim pela interação social que é o que está maltratando demais os meninos”, afirma Tatty. Ela ressalta porém, que a escola dos filhos é pequena e tem poucos alunos em cada turma, o que a deixa mais tranquila. A capital pernambucana ainda não tem data prevista para a volta às aulas presenciais na educação básica.

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Editora da Canguru News, cobre educação há mais de dez anos e tem interesse especial pelas áreas de educação infantil e desenvolvimento na primeira infância. É mãe do Martim, 8 anos, sua paixão e fonte diária de inspiração e aprendizados.

4 COMENTÁRIOS

  1. Filhos vacinados devem voltar pra escola ,ensino presencial é necessário, e outra que ninguém fica dentro de casa por toda vida.
    Festinhas de aniversário e churrasco também é muvuca

  2. E se não sair a vacina ? Ou sair e não funcionar ?
    Esse vírus não vai embora do Brasil
    Todos tem de saber conviver com ele
    Colocam isso na cabeça de uma vez por todas

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