O home office te aproximou do seu filho?

A pandemia fez com que pais e filhos passassem mais tempo juntos. Mas será que isso quer dizer que hoje o relacionamento familiar está melhor?

Com o home office, o relacionamento com os filhos melhorou?; mãe usa computador sentada no sofá e mexe no rosto de menino deitado com pernas para cima no sofá e tablet nas mãos
Pais podem aproveitar este momento de pandemia para conquistar a emoção dos filhos

Leia em 2 minutos

Após mais de um ano de pandemia, muitas famílias tiveram suas rotinas completamente alteradas e passaram a conviver mais tempo em casa. Será que essa nova dinâmica, adultos em home office e crianças e adolescentes com aulas on-line, beneficiou o relacionamento entre pais e filhos? 

Neste artigo, trago uma verdade inquestionável: não se constrói laços afetivos somente com a quantidade de tempo. É a qualidade da relação que vai determinar o impacto do tempo na conexão com os nossos filhos. Vou explicar melhor. 

Antes da pandemia, muitos pais e filhos só se viam rapidamente pela manhã, ao acordar, e no final do dia, algumas horas antes de dormir. Enquanto os pais trabalhavam fora de casa, os filhos ficavam em período integral na escola ou, no contraturno, participavam de atividades extracurriculares.  

Em março do ano passado, as medidas de isolamento social fizeram pais e filhos passarem mais tempo juntos e, então, a falta de conexão entre eles deixou de ser culpa da pouca convivência que tinham em casa. Isso quer dizer que hoje o relacionamento familiar está melhor? Infelizmente, não é bem assim. 

Muitos pais aumentaram as suas angústias, distanciaram-se ainda mais dos seus pequenos, e ficaram mais estressados e impacientes. Isso aconteceu porque eles não aprenderam a dividir suas lágrimas, a dar risadas das dificuldades e a se conectar com os seus filhos.  

Neste momento que vivenciamos, é fundamental que pais e filhos percebam a importância dos vínculos e que os adultos aproveitem a oportunidade de conquistar a emoção das crianças e adolescentes, elogiando-os mais que reclamando deles, brincando, contando histórias e compartilhando também suas dores. Desta forma, é possível construir um vínculo familiar inteligente e saudável.  

Nem sempre estar perto significa estar atento uns aos outros. A oportunidade está aí para nos mostrar o quanto nós podemos penetrar em camadas mais profundas dos nossos filhos para entendermos o que está por trás do comportamento deles.  

Transforme a sua casa em um ambiente saudável para que todos se conheçam, dialoguem, cruzem mundos emocionais e se conectem verdadeiramente! 


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Camila Cury
Camila Cury é psicóloga e autora do livro “A beleza está nos olhos de quem vê” (Ed. Sextante). É presidente e fundadora da Escola da Inteligência, maior programa de educação socioemocional do Brasil, aplicado em mais de 1,2 mil escolas. Tem dois filhos, Augusto, de 4 anos, e Alice, de 3.

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