Pediatras alertam para a prática de atividades físicas no pós-pandemia

Ao praticar atividades físicas, pediatras orientam a crianças a manter distanciamento em áreas como parques e condomínios e usar máscaras quando ao ar livre

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Prática de atividades físicas no mundo pós-pandemia terá de seguir certos cuidados, como esse garoto da imagem que usa máscara ao fazer exercícios ao ar livre; Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) faz orientações para pais, escolas e professores
SBP recomenda atividades físicas de intensidade moderada, que ajudem a melhorar o sistema imunológico a médio e longo prazo

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Já pensando na volta ao “novo normal” e atenta aos efeitos do isolamento social no corpo de crianças e adolescentes, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta segunda uma série de recomendações para orientar a prática de atividades físicas no período pós-pandemia. Segundo a entidade, escolas, pais e cuidadores devem elaborar um plano consistente de retorno aos exercícios, uma vez que eles são fundamentais para a manutenção da saúde a curto e longo prazo.

Fazer atividades de forma desregulada, após longo tempo parado pode trazer prejuízos ao organismo, segundo o coordenador do Grupo de Trabalho sobre Atividade Física da SBP, Ricardo do Rego Barros. “A duração e a intensidade do exercício devem ser observadas, pois a atividade física tem efeitos relevantes sobre o sistema imunológico, inclusive, com ação anti-inflamatória, fato especialmente importante nessa pandemia de Covid-19″, ressalta Barros. Ele explica que exercícios moderados aumentam as defesas do organismo, e os mais intensos podem causar imunossupressão. “Estudos já demonstram que as infecções do trato respiratório superior podem aumentar em até seis vezes naqueles que realizam atividades muito intensas, quando comparados com indivíduos sedentários”, recorda o pediatra.

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Plano de retorno – Orientações da SBP para escolas, professores e famílias,

Na avaliação da SBP, a prática de atividades físicas pelas crianças e pelos adolescentes diminuiu muito na quarentena. O espaço doméstico limitado e o uso cada vez maior das tecnologias digitais são fatores que contribuíram para isso. “Idealmente, crianças e adolescentes deveriam acumular 60 minutos por dia de atividade física, de moderada a vigorosa. No entanto, muitas crianças passam o dia em frente à tela do celular ou computador. Nesse período de isolamento domiciliar, uma saída são as brincadeiras que podem ser realizadas em casa, de forma lúdica, como bambolê, cabra cega, amarelinha, pular corda, caminhar sobre corda no chão e tantas outras”, diz Barros.

Diante desse contexto e da possibilidade de que as medidas de isolamento social sejam flexibilizadas, a SBP faz as seguintes orientações para escolas, professores e famílias, baseadas em evidências recentes da literatura médica:

PARA PAIS E CUIDADORES

  • Enfatizar as medidas de isolamento e mínimo contato, principalmente em áreas comuns como parques, pracinhas e condomínios;
  • Promover a limpeza constante de brinquedos de uso frequente, em especial aqueles utilizados fora do domicílio e que tenham sido compartilhados com outras crianças;
  • Estimular uso de máscaras faciais de pano adequadas nas atividades ao ar livre;
  • Dar preferência a atividades ao ar livre em espaços amplos como praças e parques, priorizando contato com a natureza;
  • Evitar que seus filhos pratiquem atividades físicas em caso de apresentarem sintomas gripais ou respiratórios;
  • Dividir atividades domésticas com os filhos pode ser importante tanto para aumentar o nível de atividade física quanto para estreitar os laços e aumentar a cumplicidade familiar;

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PARA ESCOLAS

  • Elaborar um plano de volta às aulas presenciais que inclua precauções e cuidados específicos para a prática de atividades físicas;
  • Estar especialmente atenta às famílias menos assistidas e em situação de vulnerabilidade social visando auxiliar pais e cuidadores a manter seus filhos ativos e seguros;
  • Organizar o espaço escolar para evitar grandes grupos e o contato físico;
  • Propor cursos de formação continuada para professores e demais funcionários da escola sobre autocuidado e cuidado com o outro nos períodos de pandemia e pós-pandemia, incluindo as atividades físicas neste processo.

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PARA OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

  • Planejar as aulas de educação física escolar visando evitar/desencorajar a prática de esportes coletivos e atividades de contato corporal;
  • Desenvolver as práticas corporais ao ar livre ou em espaços mais arejados possíveis;
  • Para grande parte das pessoas, incluindo jovens, o isolamento domiciliar tem favorecido a diminuição do condicionamento físico. Este cenário precisa ser considerado no planejamento de aulas e práticas corporais em geral;
  • Propor, preferencialmente, atividades físicas de intensidade moderada visando potencializar a melhora do sistema imunológico a médio e longo prazo;
  • Atividades esportivas individuais como atletismo, jogos de raquete, karatê, skate e capoeira podem ser uma boa estratégia neste período, pois com poucas adaptações pode ser garantido o distanciamento físico entre os participantes;
  • Atividades de circuito também podem ser uma opção interessante;
  • Participar ativamente da construção de um plano de trabalho conjunto com toda a comunidade escolar de conscientização dos alunos para prática segura de atividades físicas neste período de pandemia. Propostas coletivas são fundamentais para aumentar a efetividade das ações.

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Confira todas as orientações da SBP a respeito da COVID-19 em https://www.sbp.com.br/especiais/covid-19/

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