Paternidade dá medo e também propósito, diz Lázaro Ramos

Ator faz par romântico com Paolla Oliveira e vive um pai de primeira viagem que precisa se adaptar à nova rotina após nascimento da filha; filme estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas e é baseado no livro homônimo de Marcos Piangers

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Cena do filme Papai é pop, com Lázaro Ramos e Paolla de Oliveira
Cena do filme Papai é pop, com Lázaro Ramos e Paolla de Oliveira | Foto: Stella Carvalho
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“O problema com a paternidade é que ninguém te ensina. Não tem curso, não tem prova, não tem nada. Você aprende na marra”, diz Tom, personagem vivido pelo ator Lázaro Ramos, em uma das cenas do filme Papai é pop, que estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas de todo o Brasil.

Inspirado no livro best-seller de mesmo nome, do escritor Marco Piangers, o filme provoca reflexões ao falar sobre a construção da paternidade. Tom é um pai de primeira viagem, que tem dificuldade de se adaptar à nova rotina com o nascimento da filha. Enquanto a esposa Elisa (Paolla Oliveira) enfrenta os desafios do período pós-parto, Tom diz estar precisando “desanuviar um pouco”, e quer sair para jogar futebol com os amigos ou mesmo trabalhar.

Nessa distribuição desigual de tarefas – como ocorre em muitas famílias reais – a mãe fica sobrecarregada e não demora para que apareçam os conflitos entre o casal. Temas como abandono parental e adoção também são abordados no filme, assim como o mãe solo, Gladys (Elisa Lucinda), que criou Tom sem apoio algum e tenta ajudar o casal, mostrando ao filho o que é preciso para ser um bom pai.

“Eu acho que o mais importante desse filme é que ele é legado. Ele fala, assim como o Piangers, do tipo de paternidade que eu acredito, acolhendo, inclusive, as nossas dúvidas. É um filme que aborda uma discussão que há alguns anos não estaríamos falando sobre”, comentou Lázaro Ramos, pai de um menino de 11 e uma menina de 7 anos com a atriz Taís Araújo, durante coletiva de imprensa do lançamento do filme.

Classificado como dramédia, o longa apresenta situações emocionantes e divertidas na busca de Tom por uma transformação interior, que afeta não só a sua vida como a de toda a família. A trajetória do protagonista traz ainda uma reflexão sobre o que a sociedade enxerga como um pai presente. Em uma das passagens do filme, Tom chama o amigo, que também é um pai ausente, de “pai de selfie”, por ele estar mais preocupado em mostrar que é pai nas redes sociais do que no dia a dia com a sua família.

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Um filme sobre aprendizado e afeto

O filme permite ampliar o debate, que tem crescido bastante, sobre a importância de os pais se envolverem, tanto quanto as mães, na criação dos filhos. Há cada vez mais homens interessados em aprender e exercer a paternidade ativa para compartilhar com a parceira os cuidados físicos e emocionais das crianças. São pais conscientes da necessidade da educação parental, que traz ferramentas e informações que ajudam a estreitar relações e criar vínculos, gerando um maior bem-estar em família.

Lázaro Ramos diz acreditar que as pessoas vão se identificar muito com a história do filme, que é sobre aprendizado e afeto. “Se eu fosse dar um conselho para os futuros pais, diria que dá medo, insegurança, incerteza. Mas, por outro lado, dá muito prazer, propósito, orgulho de cada conquista, tanto da criança quanto sua nessa relação. E eu acredito profundamente que quando a gente embarca na aventura da paternidade, tudo fica melhor, porque vamos nos construindo um ser humano melhor”, afirma o ator.

“O filme trata dessa falta de amadurecimento, dessa responsabilidade que muitos homens no Brasil lamentavelmente têm medo. São 5,5 milhões crianças sem o nome do pai na certidão, a gente está vendo uma nação que dá a responsabilidade da criação para a mulher. O filme chama essa responsabilidade de uma forma muito leve, bonita e interessante”, declarou Piangers, pai de duas meninas de 15 e 8 anos com a jornalista e escritora Ana Cardoso.

Ele se disse emocionado ao ver seu trabalho inspirando o longa e impactando tantas pessoas: “É importante demais para a vida de um homem a percepção e a transformação que um filho pode trazer, porque é uma transformação através do amor, da conexão com o próprio homem, com ele mesmo, com a criança que ele já foi um dia. É a chance de ele se conectar com o filho e lhe passar os melhores valores. É uma conexão muito bonita e potente, muitos homens fogem, têm medo, mas é importante demais que a gente incentive e conscientize esses homens que a paternidade é importantíssima”.

Dirigido por Caito Ortiz com roteiro de Ricardo Hofstetter, o longa conta ainda com Elisa Lucinda, Leandro Ramos e Dadá Coelho no elenco.

Assista ao trailer do filme:

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