Pai Summit: ‘Nem todo pai negro é ausente, e nem todo pai ausente é negro’

Mestre de cerimônias do evento realizado no último sábado (5), o criador de conteúdo digital Tadeu França trouxe boas provocações sobre o papel dos pais e temas como racismo e machismo

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Pais negros se abraçam durante evento Pai Summit 2023
Abraço coletivo de pais em um dos momentos mais emocionantes do evento | Foto: #paisummit
Buscador de educadores parentais
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Imagine um evento onde quase 90% dos homens conseguiram se emocionar. E desses “quase 90%”, pelo menos uns 70% conseguiram acessar uma das suas fragilidades e conversar abertamente sobre suas vulnerabilidades.

Parece difícil de imaginar, não?

Mas, e se eu disser que esse evento, dedicado à paternidade, foi criado, organizado, divulgado e orquestrado por mulheres?

Aí fica mais fácil de imaginar, não?

Hoje vou falar do evento paterno mais surpreendente que já participei. Me refiro ao Pai Summit, criado pela socialtech B2mamy.

O encontro aconteceu no sábado passado (05/08) e contou com a presença de muita gente fantástica, como o criador de conteúdo digital Sergio Carolino, o educador parental Thiago Queiroz, as queridas atrizes Julia Faria e Thaila Ayala, que fazem o videocast @mileumatretas e, claro, a CEO da parada toda, Dani Junco.

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Com todos os ingressos vendidos, o encontro teve como proposta discutir, questionar e refletir sobre o papel do pai na nossa sociedade, e também teve um rico toque de inovação, que é característico da B2Mamy. 

Dani e companhia conseguiram levar um público de muita diversidade para discutir todas essas questões, não somente relacionadas à paternidade propriamente dita, mas também ao machismo, racismo, homofobia e desigualdade econômica e social.

Estrategicamente, o evento contou com a presença de muitos empresários e CEOs de empresas, com a intenção de levar esse diálogo tão importante para dentro das corporações.

Escolhido a dedo, o mestre de cerimônia Tadeu França foi formidável na condução das apresentações. Criador de conteúdo digital, mas também ator, escritor e palestrante, Tadeu quebrou vários protocolos ao longo do encontro para dar lembretes extremamente importantes, como sobre o preconceito que o pai preto sofre simplesmente por ser negro.

Não por acaso, ele protagonizou um dos momentos mais emocionantes do dia, quando, no fim do painel com as meninas do 1001 tretas (que gravaram lá o videocast ao vivo), fez uma declaração ao Sérgio Carolino, que era um dos convidados do painel:

— Dentro da nossa sociedade a imagem do pai preto é de um pai ausente. Estamos aqui para furar a bolha e mostrar que nem todo pai negro é ausente, e nem todo pai ausente é negro. Quero dizer para você, que é uma raridade aos olhos dessa sociedade: você não está só, quero te dar uma abraço, porque pais pretos se atravessam, é isso que fazemos — disse Tadeu.

Nesse momento do abraço, todos os pais pretos presentes se levantaram para abraçar os dois, que estavam no palco. Os demais pais que estavam na sala também deram um abraço coletivo, e a emoção e o choro se espalharam pelo ambiente, em uma das manifestações mais fantásticas de “brotheragem saudável” que pude presenciar nos últimos anos.

O evento acabou com muita gente fazendo seu network e, é claro, com muita festa.

Termino o texto com mais uma frase maravilhosa do Tadeu França:

“Lembre-se, um pai extraordinário é uma mãe comum.”

*Este texto é de responsabilidade do colunista e não reflete, necessariamente, a opinião da Canguru News.

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