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EUA autorizam vacina Pfizer/BioNTech para jovens a partir de 12 anos
A FDA ー agência dos Estados Unidos que regula a aprovação de medicamentos e vacinasー autorizou nesta segunda-feira (10) o uso emergencial da vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech em jovens com mais de 12 anos. Antes da decisão, a idade mínima para receber o imunizante era 16 anos. O país já está vacinando toda a população acima dessa faixa etária desde abril. O presidente estadunidense Joe Biden anunciou, na semana passada, que 70% da população adulta seria vacinada com ao menos uma dose até 4 de julho, feriado de Independência do país.
A Pfizer/BioNTech é a primeira vacina contra o coronavírus a ser aprovada para uso em jovens abaixo de 16 anos nos EUA. “A expansão da autorização da FDA é um passo significativo na luta contra a pandemia. A decisão permitirá que uma população mais jovem seja protegida contra a covid-19, nos aproximando do retorno à sensação de normalidade e do final da pandemia”, afirmou a diretora da FDA, Janet Woodcock, em comunicado oficial do órgão.
A agência reconheceu que crianças e adolescentes normalmente apresentam sintomas mais leves do coronavírus do que adultos. Porém, a FDA publicou um comunicado apontando que os EUA tiveram cerca de 1,5 milhão de casos de Covid-19 em jovens de 11 a 17 anos entre março de 2020 e abril de 2021. “Ter uma vacina autorizada para uma população mais jovem é um passo essencial para continuar diminuindo a imensa pressão no sistema público de saúde causado pela pandemia”, disse o médico Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.
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FDA garante segurança dos jovens
O médico Peter Marks, assegurou que a FDA realizou uma revisão extensa e rigorosa de todas as informações disponíveis sobre o imunizante. Segundo ele, os pais e responsáveis podem estar seguros de que os dados sobre a eficácia da vacina cumprem “requisitos rigorosos para sustentar o uso emergencial dessa vacina na população adolescente com 12 anos ou mais”.
Estudos realizados pelos laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram em 31 de março que a sua vacina contra o coronavírus apresentou 100% de eficácia nos adolescentes de 12 a 15 anos. A pesquisa foi feita com 2.260 adolescentes dessa faixa etária nos EUA. Ao final do estudo, foram observados 18 casos de Covid-19 no grupo que recebeu o placebo e nenhum caso no grupo que recebeu a vacina. De acordo com o comunicado da FDA, os resultados apontaram excelente imunogenicidade em um subconjunto de adolescentes um mês após a aplicação da segunda dose.
Leia também: Vacinas: nossa principal esperança no controle da pandemia
Antes dos EUA, o Canadá aprovou, no início de maio, o uso dessa vacina em jovens com mais de 12 anos. Outras farmacêuticas além da Pfizer/BioNTech, como a Moderna, já iniciaram testes para analisar a eficácia das vacinas contra a Covid-19 em crianças de 6 meses a 11 anos de idade. A AstraZeneca também está estudando o efeito do seu imunizante em jovens de 6 a 17 anos no Reino Unido.
Especialistas têm apontado que as crianças precisam ser vacinadas para que os países consigam atingir um índice de 70% a 85% da população imunizada, necessário para fazer com que o vírus pare de circular. No Brasil, a vacina da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entretanto, começou a ser aplicada no país apenas na semana passada em adultos com mais de 18 anos.
Leia também: Testes iniciais de vacinas contra a covid-19 nas crianças têm apresentado resultados positivos
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Amanda Nunes Moraes
Estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero apaixonada por escrever e contar histórias. Sempre viveu imersa no mundo das artes, é muito curiosa e adora o universo da educação.
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