Vacinação de grávidas com AstraZeneca é suspensa

Anvisa divulgou nota técnica, sem detalhes, tarde da noite da segunda (10), com a nova decisão; veja situação de vacinação das grávidas em cada Estado

Covid-19: São Paulo suspende vacinação de grávidas com comorbidades e Ministério veta Astrazeneca; mulher grávida tem mãos sobre barriga
Gestantes e puérperas (mulheres no pós-parto) devem aguardar, agora, orientações mais detalhadas do Ministério da Saúde e das respectivas secretarias de Saúde de seus Estados

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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (11) que está suspensa a vacinação de grávidas e puérperas com o imunizante AstraZeneca. Também está suspensa temporariamente a vacinação de gestantes sem comorbidades. Com isso, apenas grávidas que tenham doenças preexistentes poderão ser imunizadas, e elas deverão receber doses da Pfizer ou Coronavac. A decisão da pasta ocorreu após comunicado da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que, no dia 10 à noite, divulgou uma nota técnica suspendendo imediatamente o uso de AstraZeneca/Oxford em gestantes com comorbidades. “A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina da AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Esta recomendação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra Covid em uso no país”, diz o comunicado, sem muitos detalhes.

O alerta da Anvisa ocorre após o Ministério da Saúde iniciar uma investigação sobre a morte de uma gestante no Rio de Janeiro, após ter sido notificado pela Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, também houve registro de uma morte de gestante na Bahia. O Ministério da Saúde não confirmou.

As gestantes e puérperas (mulheres no pós-parto) devem aguardar, agora, orientações mais detalhadas do Ministério da Saúde e das respectivas secretarias de Saúde de seus Estados.

Na semana passada, o governo de São Paulo fez o anúncio sobre o início da vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades, acima dos 18 anos. Há cerca de 100 mil mulheres que compõem esse grupo no Estado. A ideia inicial em São Paulo era vacinar qualquer gestante com comorbidade, independentemente da idade gestacional, e as puérperas no prazo de até 45 dias após o parto.

As grávidas precisariam comprovar o estado gestacional, apresentando a carteira de acompanhamento, o pré-natal ou laudo médico, além do atestado de nascimento da criança, no caso das puérperas. A condição de risco também tem de ser comprovada por meio de exames, receitas, relatórios médicos ou prescrição médica.


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Pelo menos 22 estados suspenderam uso da AstraZeneca em gestantes Veja a situação de cada localidade, de acordo com informações publicadas no portal G1:

Acre

Houve alteração para grávidas e mulheres que recém tiveram filhos em Rio Branco.

Alagoas

Não houve alteração. Grávidas são vacinadas apenas em Maceió com o imunizante da Pfizer.

Amapá

Não houve alteração. Grávidas são vacinadas apenas em Macapá e Santana com o imunizante da Pfizer.

Amazonas

Não houve alteração. Grávidas são vacinadas apenas em Manaus com o imunizante da Pfizer.

Bahia

Houve alteração para grávidas em todo o estado, sendo que 21 tomaram o imunizante da AstraZeneca.

Ceará

Não houve alteração. Grávidas são vacinadas apenas em Fortaleza com o imunizante da Pfizer.

Distrito Federal

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Espírito Santo

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Goiás

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Maranhão

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Mato Grosso

Houve alteração para grávidas em Cuiabá e em Várzea Grande.

Mato Grosso do Sul

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Minas Gerais

Houve alteração para grávidas em Divinópolis, Poços de Caldas, Três Pontas, Juiz de Fora e Viçosa, além de cidades do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. Não houve mudança para grávidas em Belo Horizonte, que são vacinadas com o imunizante da Pfizer.

Pará

Houve alteração para grávidas em Ananindeua. Em Belém, a vacinação de gestantes segue com imunizante da Pfizer.

Paraíba

Houve alteração para grávidas em todo o estado. João Pessoa vacina com Pfizer.

Paraná

Houve alteração para grávidas em Foz do Iguaçu.

Pernambuco

Houve alteração para grávidas e puérperas em todo o estado.

Piauí

Houve alteração para gestantes em todo o estado.

Rio de Janeiro

Houve alteração para grávidas e puérperas em todo estado.

Rio Grande do Norte

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Rio Grande do Sul

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Rondônia

Não houve alteração. Grávidas são vacinadas apenas em Porto Velho com o imunizante da Pfizer.

Roraima

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Santa Catarina

Houve suspensão da vacina para grávidas em todo o estado. Florianópolis anunciou a suspensão

Sergipe

Houve alteração para grávidas e puérperas em Aracaju.

São Paulo

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Tocantins

Houve alteração para grávidas em todo o estado.

Para saber detalhes de cada Estado acesse o portal do G1.

Veja outros grupos prioritários previstos para vacinação

Na segunda-feira (10) foi iniciada em SP a imunização de pessoas com síndrome de Down, pacientes em tratamento de hemodiálise (Terapia Renal Substitutiva) e transplantados que utilizam imunossupressores. Na terça-feira (11) também começam a ser vacinadas as pessoas com deficiência permanente e que tenham entre 55 e 59 anos de idade e recebam o benefício de prestação continuada de assistência social (BPC). No dia 12 de maio terá início a vacinação de pessoas entre 55 e 59 anos que possuem uma ou mais comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde.


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