Campanha destaca papel da escola na alimentação saudável

Iniciativa do Idec alerta para a má qualidade dos alimentos oferecidos nas escolas e como isso contribui para a formação de hábitos alimentares ruins em toda uma geração

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Crianças lancham na escola
Campanha convoca famílias e escolas a incentivarem o consumo de alimentos e bebidas naturais ou pouco processados
Buscador de educadores parentais
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Salgadinhos, sucos de caixinha, bebidas adoçadas… Na correria do dia a dia, muitas mães acabam optando por usar alimentos como esses no lanche dos filhos, sem se atentar para os males que podem trazer à saúde. 

Visando inibir o consumo de ultraprocessados nas instituições de ensino, o Idec lançou a campanha Comer bem na escola: essa é uma lição pra vida toda, que enfatiza o papel de escolas públicas e particulares como espaço de formação e na criação de gostos e costumes entre as crianças e os jovens. A intenção, segundo o instituto, é que famílias e comunidade escolar se unam para promover mudanças, não só exigindo uma melhor oferta de alimentos, como cobrando as autoridades para que as políticas públicas abracem essa causa.

“Bebidas e alimentos ultraprocessados, cheios de aditivos químicos, são vendidos nas escolas e em seu entorno como se fossem grandes aliados na hora de planejar a alimentação das crianças, mas podem prejudicar a saúde dos nossos filhos e filhas agora e no futuro”, destaca Laís Amaral, supervisora técnica do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

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Segundo Laís,”o ambiente influencia diretamente os hábitos alimentares das crianças, e é na escola que elas passam pelo menos metade do dia. Por isso, queremos que a escola seja um ambiente seguro, de autocuidado, com uma oferta mais variada e saudável para comer”.

Em rodadas de pesquisas qualitativas realizadas em alguns estados brasileiros, o Idec constatou que muitos professores e familiares não conhecem os impactos negativos imediatos que o consumo de ultraprocessados traz à saúde de crianças e adolescentes. Por achar que qualquer efeito nocivo só acontece a médio e longo prazos, esse público muitas vezes não atua de forma mais efetiva na construção de hábitos alimentares saudáveis.

Tabela mostra diferença de alimentos saudáveis e ultraprocessados
Fonte: Campanha Comer bem na escola

Prejuízos à saúde da má alimentação

Segundo o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), um dos mais amplos estudos feitos sobre o tema no Brasil, até 2025, mais de 100 mil crianças e adolescentes poderão desenvolver diabetes tipo 2. O estudo também mostrou que 9,6% dos nossos jovens sofrem de hipertensão arterial e 90% desses casos são associados a má alimentação. Além disso, de acordo com dados do Ministério da Saúde, quase 32% das crianças entre 5 e 9 anos apresentaram excesso de peso em 2020. 

Legislação

No Brasil, não há uma lei federal que proíba a venda de alimentos não saudáveis dentro das escolas, embora existam iniciativas locais e esforços isolados para promover uma alimentação mais equilibrada nas instituições de ensino. Nesse contexto, destaca-se a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que foi estabelecido em 1955 e há mais de 60 anos oferta alimentos saudáveis nas escolas públicas, visando garantir o direito à alimentação adequada e saudável aos estudantes da rede pública de ensino.

A campanha sobre a importância da alimentação saudável nas escolas inclui filme em TV aberta, ação em plataformas de streaming e redes sociais, entre outras estratégias. Saiba mais aqui.

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