6 dicas para a boa convivência com crianças pequenas

A escritora Sheila Trindade traz sugestões divertidas para lidar com os filhos no dia a dia

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6 dicas para a boa convivência com crianças pequenas
Silêncio demais na casa pode ser sinal de perigo – e o extintor pode ajudar a apagar o "incêndio", brinca Sheila

Leia em 3 minutos

1. A canetinha nunca será só para o papel

Se você não tem uma parede riscada em casa, saiba que isso, em se tratando de crianças pequenas, é um privilégio. De duas, uma: ou você é sócio de uma casa de tintas ou acabou de se mudar. Aqui em casa o mais novo, e os mais velhos em seu tempo, riscaram tudo. De agendas a tela da televisão. Um dia meu bebê riscou o trabalho do mais velho e contar isso para a professora soou como “meu cachorro comeu meu trabalho”. O cachorro em questão era uma criança que, apesar de morder e às vezes comer a ração, dizia “não” para tudo, exceto para seu instinto criativo. Disso ele jamais se esquivava. Bobeou? Até dinheiro da carteira ele riscava!

2. Atenda o telefone

Se um bebê te estender um telefone invisível, atenda. E seja cortês. Vai que é alguém importante… O modo de atender um telefone imaginário é um divisor de águas das gerações. Todo mundo acima de dos 30 anos atenderá com o dedo mindinho na boca e o polegar no ouvido. Testou aí? As novas gerações atendem com a palma da mão como se fosse um smartphone. Se seu filho te passar um telefone invisível para atender, lembre-se de atender algo desta época, não do século passado, ok?

3. Imite ruídos de animais

Se você não sabe o som de algum animal, invente. Não importa se é um dinossauro, um unicórnio ou um extraterrestre. Faça algum som! E não irei te iludir, é ridículo sim. Jamais faça o mesmo som em público. Combinado?

4. Fique atenta ao que você diz

Seus filhos com certeza repetirão suas palavras. Me refiro mais especificamente àquele palavrão feio que você evita dizer, mas gritou quando bateu o dedinho do pé na quina da cama. Engula o choro ou invente palavrões alternativos. Nome de legumes e frutas costumam funcionar. Pitaya parece um palavrão, não parece?

5. Saiba que, em algum momento, eles te farão passar por mentirosa

Às vezes, as crianças fazem coisas incríveis dignas de participação em algum programa de auditório ou de vídeo que viraliza e quem sabe ajudar a pagar a faculdade. O desafio é registrar. Toda vez que pego o telefone para gravar algo fofo dos meus filhos, eles repentinamente param de fazer. Saio às pressas à procura do celular, quando volto o espetáculo já acabou, estão recolhendo as cadeiras e apagando as luzes. Passei semanas em total descrédito com meu marido porque contei que o bebê sabia falar “Pikachu”, mas ele se negava a falar em frente a qualquer outra pessoa. Até que um dia, ele não só falou como imitou o próprio bichinho. Mas as semanas que perdi sendo taxada de mentirosa, isso jamais voltará.

6. Se estão quietos, provavelmente estão fazendo alguma travessura

Essa é a verdade inquestionável da maternidade, não há como negar. Se, enquanto você lê este texto, reparar que está tudo muito quieto, desconfie. Saia às pressas levando um extintor, band aid, vassoura e um biscoito de polvilho. Vai por mim… Por aqui, enquanto eu escrevia este texto, o mundo parecia ruir do lado de fora da porta do quarto, ou seja, tudo normal. Não tenho com o que me preocupar.


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Sheila Trindade é escritora e fundadora do Blog Uai Mãe. Mãe de quatro filhos, um monte de histórias para contar cheias de aventuras, dúvidas e receios. De forma autêntica e com bastante humor, quer provar que a maternidade pode ser divertida quando a gente se permite rir dos próprios erros.

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