Artigos
O amor é uma escolha: manter um relacionamento requer cumplicidade e companheirismo

Neste mês de junho, comemoramos o dia dos namorados. No dia 06 de julho farei aniversário de casamento. São 23 anos namorando, faça sol ou faça chuva.
O tempo é um amigo que nos ajuda a conhecer melhor o outro, descobrir suas qualidades e usufruir de suas virtudes. No início, vivemos a fase do encantamento.
Mas, ele também é implacável diante das descobertas que fazemos. Descobrimos que o ser amado, idealizado, imaginado, simplesmente não existe. O que temos ao nosso lado é outro ser humano, dotado de falhas, problemas, frustrações. Em nada diferente de nós mesmos. Esta segunda fase, podemos chamar de fase da decepção.
Mas, na convivência a gente acaba descobrindo como equalizar prós e contras. E assim passamos à fase da maturidade no relacionamento.
Quando conseguimos perceber e compreender a fragilidade humana, nos tornamos mais tolerantes com o outro. Tomamos consciência de que para viver junto é preciso aceitar o outro exatamente como ele é. Se por um acaso a mudança vier, estaremos no lucro.
Um relacionamento a dois, para ser duradouro requer cumplicidade e companheirismo. Estar ao lado do outro, mesmo nos tempos de ventos contrários.
Leia também: Por que o relacionamento entre casais com filhos ficou mais difícil na quarentena
Mas os embates da vida não oferecem trégua. E no relacionamento a dois esta verdade se acentua ainda mais. Porque queremos ser felizes e às vezes ser feliz custa caro. Exige um preço, um investimento, exige esforço, renúncia, doação, contato, sair do isolamento, dar a cara a tapa, abrir o coração, expor feridas e desnudar a alma e principalmente olhar para si mesmo. Reconhecer as limitações, as falhas, os limites e mudar aquilo que pode estragar o relacionamento a dois.
Muitas pessoas não conseguem ficar juntas e o motivo é simples. Debitam no outro uma conta que é delas mesmas.
Querem que o outro as façam felizes, esquecendo-se de que felicidade é construção coletiva, é via de mão dupla, é participação do casal. É investimento a dois. O segredo para se manter junto é o foco no compromisso assumido. É a fidelidade ao amor prometido, é investimento cotidiano com gestos de gentileza, respeito e amor. Porque mesmo com os desafios, é possível viver feliz. Mais que um sentimento, o amor é uma escolha.
Leia também: Por que ‘divórcio’ está entre as buscas que mais crescem no Google
Quer receber mais conteúdos como esse? Clique aqui para assinar a nossa newsletter. É grátis!
Priscila Pereira Boy
Pedagoga, escritora e palestrante. Educadora parental. Diretora da Priscila Boy Consultoria e do movimento @familias-conectadas.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
“Canetas” para emagrecer em adolescentes? OMS lança novas diretrizes para obesidade
Nova orientação recomenda medicamentos apenas para alguns adolescentes, após acompanhamento estruturado; para crianças menores de 10 anos, remédios e cirurgia...
30 milhões de crianças estão expostas a riscos climáticos. O que isso tem a ver com seu filho?
El Niño pode aumentar o risco de calor extremo, falta de água, fumaça, interrupção das aulas e outros impactos que...
A importância do brincar livre no desenvolvimento infantil
Em meio a agendas cada vez mais cheias de escola, inglês, natação, reforço, ballet, uma pergunta simples tem ficado para...
Sem tempo para pensar no look? 7 truques para parecer arrumada em 5 minutos
Da terceira peça ao brinco, veja estratégias simples para deixar o visual mais interessante sem nem pensar muito









