Criança de 7 anos ensina o que os pais devem fazer com os filhos ‘para mudar o mundo’

Molly Wright é apaixonada por desenvolvimento infantil da primeira infância e é uma das pessoas mais jovens a ministrar uma TED talk

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TED talk é apresentado por uma garota de 7 anos que promete saber como fazer uma criança florescer aos 5 anos de idade
Molly Wright fazendo uma TED talk, filmada em julho deste ano em Sydney. Foto: TED

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Molly Wright é uma estudante de 7 anos que mora em Queensland, Austrália, apaixonada por um assunto nada convencional para uma criança da sua idade:o desenvolvimento infantil na primeira infância. A garota foi uma das pessoas mais jovens a ministrar uma TED talk, filmada em julho deste ano em Sydney, onde ela explica sobre como pais e responsáveis podem ajudar no desenvolvimento saudável do cérebro infantil, especialmente de 0 a 5 anos.

O convite para que Molly falasse sobre esse assunto partiu da Fundação Mindaroo, uma organizacão filantrópica australiana que fez parceria com o TED e o Unicef para apresentar a campanha global “Thrive by Five”, prosperar aos cinco anos, em tradução livre, e chamar atenção para a importância dos primeiros anos de vida.

A jovem, que tem um ótimo senso de humor, começa a sua palestra falando sobre a importância dos primeiros 5 anos de vida de uma criança, principalmente para o desenvolvimento do cérebro, que tem o maior pico de crescimento na primeira infância.  

Para ter um desenvolvimento saudável e produtivo, Molly enfatiza que as crianças precisam da ajuda dos pais e responsáveis. Brincadeiras como esconder o rosto com um pano e gritar “Achou!”, segundo a jovem, podem criar confiança e memória. 

Essas interações e conexões com os pais, além de auxiliar no desenvolvimento, também diminuem o estresse dos bebês. A estudante pediu ajuda ao vizinho adulto, Armajot, e o seu filho Ari, de 1 ano, para fazer uma experiência e mostrar aos espectadores o que pode acontecer com uma criança quando ela é negligenciada e não conta com a atenção dos pais. Armajot brinca com a criança, fazendo a brincadeira que, nos EUA, é chamada de “peek-a-boo”. No Brasil, é conhecida como “Cadê? Achou!”, quando os pais escondem o rosto e reaparecem, arrancando risadas dos bebês e pequeninos. Assim que a brincadeira é interrompida e o pai se concentra no seu tablet, sem olhar para Ari, ele começa a chorar e fica estressado.

Conectar, conversar e brincar, ensina Molly, são os três verbos que os pais precisam colocar em ação com seus filhos, especialmente na primeira infância. É disso que dependerá o futuro deles, ensina a pequena pesquisadora.

Por fim, Molly diz acreditar que se todas as crianças recebessem atenção com frequência, brincando e desenvolvendo suas habilidades com um adulto, isso mudaria o mundo e o nosso futuro. “Viram, não disse que o ‘peek-a-boo’ pode mudar o mundo?”, brincou, ao concluir sua fenomenal e emocionante palestra.


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