4 escolas particulares de SP suspendem parte das aulas devido a casos de covid-19

Em Campinas, no interior de São Paulo, cinco escolas também suspenderam aulas após confirmação de casos de coronavírus

4 escolas privadas de SP determinam a suspensão das aulas presenciais após casos de covid-19
O isolamento de grupos de alunos faz parte da rotina, para evitar surtos e tem sido adotado em países que retomaram as aulas presenciais

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Quatro escolas particulares de São Paulo anunciaram a suspensão das aulas presenciais para determinados grupos de alunos devido à confirmação de casos de covid-19 entre eles. Os casos ocorreram na Escola Móbile e nos colégios Santa Cruz, São Luís e Santa Marcelina. Segundo as próprias instituições, não houve transmissão dentro do colégio. As suspensões ocorrem dez dias após a reabertura e estão previstas entre os procedimentos recomendados pelas autoridades sanitárias para evitar novas infecções, informa reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

No geral, estudos mostram que a transmissão do vírus é baixa em sala de aula, quando seguidos os protocolos de ventilação, higiene e distanciamento. O isolamento de grupos de estudantes faz parte da rotina, para evitar surtos e tem sido adotado em países que retomaram as aulas presenciais. Especialistas em educação, pediatras, infectologistas e outros profissionais da saúde tendem a se mostrar favoráveis à reabertura das escolas, que ficaram quase um ano fechadas por causa das medidas de isolamento social.

Na Escola Móbile, na zona sul de São Paulo, uma professora e um aluno testaram positivo para a covid-19 no último fim de semana. Por conta disso, todo o grupo de estudantes para o qual a professora leciona foi afastado, desde segunda-feira (8), assim como a turma que frequentava as mesmas aulas com o aluno infectado. De acordo com a escola, os casos foram registrados em unidades diferentes e não há relação entre eles – a professora contaminada não lecionava para o aluno infectado.

A escola conta com consultoria do Hospital Albert Einstein para orientação quanto aos protocolos de saúde e disse que as bolhas afastadas desde segunda estão sendo monitoradas diariamente pela equipe do Einstein e que até o momento não houve nenhum caso detectado. A Móbile disse também que a professora respeitou os protocolos, entre os quais, uso de máscara e distanciamento físico.

No Colégio Santa Cruz, na zona oeste da capital paulista, a contaminação pelo coronavírus ocorreu em um estudante e um funcionário administrativo, levando à suspensão das aulas presenciais de uma turma do 9.º ano por dez dias.

Já no Colégio São Luís, na zona sul, três grupos foram afastados da escola após confirmação de casos de covid-19. Um deles é de um estudante, cuja turma foi avisada sobre a suspensão das aulas presenciais e do retorno somente após o Carnaval. O colégio declarou que a contaminação não aconteceu na escola.

No Colégio Santa Marcelina, na zona oeste, foram registrados casos em colaboradores e um grupo de alunos, que tiveram as aulas presenciais suspensas.

Muitas escolas particulares estão funcionando com aulas presenciais desde o dia 1 de fevereiro, conforme autorizado pela Prefeitura de São Paulo, desde que limitada a capacidade de atendimento de até 35% dos total de alunos de cada estabelecimento. Os alunos têm sido organizados em grupos que frequentam as aulas sempre juntos para facilitar o rastreamento e o isolamento de todos que tiveram contato com o infectado, no caso de aparição da doença. Pais devem para tanto informar à escola a ocorrência de sintomas ou diagnóstico.

Ns rede estadual paulista, sete escolas tiveram de ser fechadas após apresentarem casos positivos ou suspeitos de covid-19. Duas unidades ficam na capital paulista, uma na zona norte e outra na zona leste. As demais ficam no interior do estado.

A suspensão de parte das turmas deve se tornar um procedimento rotineiro com a reabertura das escolas em um cenário em que a pandemia ainda não está controlada. “Vão acontecer em todas as escolas quase todos os dias”, disse Arthur Fonseca Filho, diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) ao Estadão. Ele destaca que os casos ocorreram de fora das escolas e a paralisação de atividades presenciais para turmas específicas só mostra que os protocolos estão sendo seguidos pelas unidades.


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Escolas de Campinas também têm suspensão das aulas presenciais

Em Campinas, no interior de São Paulo, cinco escolas privadas confirmaram casos de covid-19 e a suspensão de aulas presenciais após a confirmação da Covid-19 em funcionários e alunos.

No Instituto Educacional Jaime Kratz, oito alunos e 39 professores foram infectados – dois educadores estão internados por conta de complicações da doença. As aulas haviam sido iniciadas no dia 25 de janeiro por sistema de rodízio e foram suspensas no dia 1 de fevereiro, após a confirmação dos primeiros casos. Durante coletiva de imprensa, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas, Andrea Von Zuben explicou que o caso relacionado do Instituto Educacional Jaime Kratz envolve uma “quebra de barreira sanitária”. “Antes de começarem as aulas, eles fizeram um dia de planejamento em um local fora da escola. Identificamos fotos de muitas pessoas aglomeradas, sem uso de máscara. Quando não houver distanciamento, não houver uso de máscara, vai acontecer mesmo”, diz.

No Colégio Liceu, um funcionário do setor de manutenção está com covid-19. A escola informou que ele circula por todos os espaços do estabelecimento e tem contato, ainda que indireto, com toda a comunidade educativa, motivo pelo qual as aulas foram suspensas os dias 10 e 23 de fevereiro.

Já no Colégio Poliedro, dois professores e um aluno testaram positivo para Covid-19. Segundo a instituição, será feita uma ação de desinfecção completa e a previsão é que as aulas presenciais retornem em 24 de fevereiro, após cumprimento do período de quarentena. O colégio relatou que as aulas estavam sendo realizadas em sistema de rodízio, seguindo todas as orientações do Plano São Paulo e dos órgãos de Saúde.

No Colégio Farroupilha, uma professora e uma aluna testaram positivo para coronavírus levando à suspensão das aulas presenciais. O Colégio Oficina registrou a morte de uma professora por complicações da covid-19, mas disse que ela havia contraído a doença antes do início do ano letivo e não chegou a participar do planejamento escolar das aulas. Devido à ocorrência de casos em diversas escolas de Campinas, o Ministério Público pediu esclarecimentos às instituições.


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