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Queda nas coberturas vacinais pode fazer ressurgir doenças já controladas
Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) apontam que, em 2021, nenhuma das vacinas ofertadas ultrapassou os 75% do público-alvo imunizado. Esses índices estão muito abaixo da meta de 90% ou 95% de cobertura estabelecida pelo Ministério da Saúde, dependendo da vacina.
Em âmbito mundial, o número de casos de sarampo relatados em todo o mundo aumentou 79% nos dois primeiros meses de 2022, em comparação ao mesmo período do ano passado. Além do crescente número de casos, a baixa adesão a diversos tipos de vacina também traz à tona a ameaça de novos quadros de doenças que até então haviam sido consideradas controladas. Nesta quinta-feira (9), em que é comemorado o Dia Nacional da Imunização, especialistas fazem um alerta para os riscos dos pais não manterem o calendário vacinal dos filhos atualizado.
“O Brasil foi certificado pela Organização Mundial da Saúde como livre da poliomielite em 1994. Em 2016, o Brasil teve o certificado da Organização Pan-americana da Saúde como país livre do sarampo. E, agora, nos últimos anos, estamos acompanhando o ressurgimento dessas doenças que estavam controladas e um dos principais motivos é a baixa cobertura vacinal”, afirma Emersom Mesquita, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, empresa global de saúde com foco em ciência.
Ele comenta que a pandemia trouxe uma luz para a importância da vacinação como forma de controle de doenças infecciosas, mas as outras vacinas de rotina acabaram sendo esquecidas. “Estamos, atualmente, com campanha de vacinação contra a gripe para grupos prioritários acontecendo em todo o país. Precisamos também lembrar a importância de mantermos altas as coberturas vacinais para as outras doenças contra as quais já dispomos de vacinas, como meningite, coqueluche, sarampo e pneumonia, por exemplo”, completa Emersom. Ele destaca ainda a importância da vacinação em diferentes faixas etárias.
Veja aqui o calendário de vacinas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para as diferentes faixas etárias de crianças e adultos.
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Maria Clara Villela
Maria Clara Villela é estudante de jornalismo na faculdade Cásper Líbero. Fascinada por escrita, já desenvolveu textos em diversas editorias, incluindo esporte, parentalidade e política, suas maiores paixões.
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