Pesquisa aponta principais preocupações dos pais com a vida das crianças na internet

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Menina e mãe sentam juntas em frente a um notebook, ilustrando matéria sobre preocupações dos pais em relação às crianças na internet.
Preocupações dos pais em relação aos filhos na internet incluem sedentarismo e baixo rendimento escolar, além de aspectos da área de segurança. Foto: Pixabay

Uma pesquisa realizada pela empresa internacional de cibersegurança Kaspersky, em conjunto com a consultoria de pesquisa de mercado Corpa, identificou as maiores preocupações dos pais em relação à vida das crianças na internet. A pesquisa ocorreu em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Foram entrevistadas 2294 pessoas entre 25 e 60 anos, que são pais ou mães de crianças e jovens entre zero e 18 anos. 

Os resultados mostraram que as três maiores preocupações dos pais com as crianças acessando a internet são: a falta de atividades físicas, o vício em jogos eletrônicos e o baixo rendimento escolar. Outros fatores que inquietam os adultos são da área de segurança: assédio sexual, acesso a pornografia, ciberbullying, usurpação de identidade e divulgação de informações pessoais.

No Brasil, a pesquisa mostrou que 14% das crianças entre sete e 18 anos dedicam ao menos três horas por dia a jogos online. Entre os países pesquisados, é o terceiro maior índice. O quesito é liderado pela Argentina, com 24% das crianças jogando mais de três horas por dia, e Chile (18%). Após o Brasil, seguem Peru (8%), Colômbia (6%) e México (4%).

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Das crianças brasileiras que jogam na internet, 53% realizam a atividade na companhia de outras pessoas – conhecidas ou desconhecidas. Neste tópico, o Brasil é mais uma vez o terceiro da região, atrás de Chile (63%) e Argentina (62%). Em quarto lugar está o México (51%), seguido por Colômbia (49%) e Peru (47%).

Protegendo as crianças na internet 

“Nos últimos anos, a internet se tornou o parque de diversões virtual dos nossos filhos, visto que os jogos e os vídeos online no YouTube vieram substituir as brincadeiras com os amigos. Essa situação se acentua neste momento em que as escolas estão sem aulas presenciais e as atividades fora de casa são limitadas. Ao mesmo tempo, os pais estão ocupados trabalhando em casa e não podem supervisionar as atividades de seus filhos na web”, explica Roberto Martínez, analista de segurança sênior da Kaspersky.

Por tudo isso, é importante que os pais tomem medidas para proteger as crianças na internet. A pesquisa identificou as medidas de proteção que são mais usadas pelos pais. No Brasil, 84% deles limita o tempo de uso da internet dos filhos, 57% usa educação sobre ciberataques, 53% acessa o histórico de navegação, 32% realiza controle pessoal dos filhos enquanto eles navegam e 29% usa programas de controle parental instalados nos computadores dos filhos. 

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A Kaspersky tem várias orientações para os pais sobre como proteger os filhos. Veja abaixo as recomendações da empresa de cibersegurança: 

  • Conversar com os filhos sobre os perigos da internet;
  • Participar das atividades online deles desde pequenos, para ser percebido como “mentor”;
  • Estimular conversas sobre a experiência dos filhos na internet, especialmente sobre questões que os possam ter deixado desconfortáveis ou ameaçados – como assédio, mensagens de conteúdo obsceno ou aliciamento;
  • Definir regras claras e básicas sobre o que as crianças podem ou não fazer na internet e explicar o porquê;
  • Pedir aos filhos para que permaneçam vigilantes sobre a configuração das ferramentas de privacidade nas redes sociais, de maneira que suas mensagens fiquem visíveis apenas para amigos e familiares;
  • Instalar em todos os dispositivos com acesso à internet – PCs, smartphones e tablets – uma solução de segurança que inclua uma ferramenta de controle parental, que filtra conteúdo inapropriado e quais atividades as crianças têm acesso. 

A pesquisa faz parte da campanha Crianças Digitais da Kaspersky, que visa avaliar quanto os pais latino-americanos se envolvem com a vida digital dos filhos.

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Jornalista formada pela Unesp. Foi trainee do jornal O Estado de S. Paulo e colaboradora em jornalismo da TV Unesp. Na faculdade, atuou como repórter e editora de internacional no site Webjornal Unesp e como repórter do Jornal Comunitário Voz do Nicéia. Também fez parte da Jornal Jr., empresa júnior de comunicação, e teve experiências como redatora e como assessora de comunicação e imprensa.

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