Crianças com dislexia: 7 sinais que exigem atenção dos pais

Já no período pré-escolar, por volta dos 4, 5 anos de idade, existem sinais que ajudam a identificar se há riscos de dislexia na criança

Criança com dislexia: 7 sinais que exigem atenção dos pais
A dislexia afeta habilidades básicas de leitura e linguagem.

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Seu filho ou filha tem dificuldade em lembrar da ordem alfabética e do som de cada letra? Tem problema com a leitura ou em nomear palavras simples? Esses são alguns sinais que podem indicar que a criança apresenta dislexia, um transtorno específico de aprendizagem que afeta habilidades básicas de leitura e linguagem.

De origem neurobiológica, a dislexia não afeta a inteligência da criança, mas sim o processo cognitivo, tanto auditivo quanto visual. Hoje, entre 5% e 17% da população mundial sofre com o distúrbio, segundo a Associação Brasileira de Dislexia. 

“Seus sintomas geralmente afetam o desempenho acadêmico dos alunos, principalmente, o processo de alfabetização”, explica Juliana Amorina, diretora-presidente do Instituto ABCD, organização sem fins lucrativos que desde 2009 busca melhorar a vida do adulto e da criança com dislexia. 

Segundo Juliana, já no período pré-escolar, por volta dos 4, 5 anos de idade, existem sinais que ajudam a identificar se há riscos de dislexia na criança, relacionados à consciência fonológica (capacidade de identificar os sons das sílabas, entre outros aspectos) e outras habilidades relativas a essa faixa etária. Pesquisas demonstram que a intervenção precoce é bastante eficiente e evita que as dificuldades se agravem. “Apesar desses sinais não confirmarem a existência da dislexia, essas crianças já podem se beneficiar de um trabalho de intervenção precoce, por meio de atividades e jogos a serem realizados por pais, cuidadores e professores”, relata a diretora do instituto.

Um diagnóstico mais seguro, porém, é feito após os dois primeiros anos de alfabetização, por volta dos 6 e 7 anos de idade. “Assim, garantimos que a criança tenha sido suficientemente exposta à linguagem escrita e podemos descartar a hipótese dela não ter tido oportunidades suficientes para se alfabetizar. 

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Trabalho pedagógico e individualizado é indicado para a criança com dislexia  


Não há prescrição de medicamentos para quadros de dislexia. A orientação é que sejam feitas adaptações pedagógicas aliadas a um atendimento especializado por profissional da área de saúde ou educação – psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo ou professor de educação especial. “Como a maior dificuldade da dislexia é aprender a ler, o trabalho interventivo deve se basear em métodos de alfabetização que são considerados eficientes para alunos com dificuldades de leitura”, orienta Juliana.

Ela ressalta que o processo de intervenção varia de acordo com a dificuldade e as necessidades de cada criança e deve fortalecer o processamento fonológico, levando em conta sua idade, bem como habilidades e dificuldades apresentadas. Adultos disléxicos também podem aprender a ler se receberem uma intervenção apropriada

Problemas de autoestima

Além dos sintomas relacionadas à linguagem (oral e escrita), a criança com dislexia também pode manifestar baixa autoestima. Pessoas disléxicas frequentemente se sentem menos inteligentes e capazes do que elas realmente são. Ademais, dificuldades acadêmicas podem desmotivar o aluno de continuar os estudos, podendo causar a evasão escolar. “Com um diagnóstico apropriado, uma intervenção de alta qualidade, esforço e apoio emocional, pessoas com dislexia conseguem alcançar sucesso na escola, no trabalho e na vida”, destaca a diretora do Instituto ABCD. A seguir, o Instituto ABCD lista alguns sinais que podem indicar a dislexia em uma criança.

Aspectos a observar no comportamento da criança com dislexia

1 – Dificuldade em aprender o alfabeto: dificuldade em lembrar da ordem alfabética e do som de cada letra. Por isso é importante uma prática mais sequencial e diária. 

2 – Dificuldade para nomear palavras simples: não consegue lembrar de palavras comuns do dia a dia, substituindo-as frequentemente por “coisa”, “isso” e “aquilo”. 

3 – Dificuldade na leitura: faz a leitura de forma mais lenta, com erros de fluência e entonação. 

4 – Dificuldade de escrita: escreve com erros ortográficos e/ou letras na ordem errada. 

5 – Dificuldade nas habilidades matemáticas: tem problemas para decorar e nomear informações numéricas, como a tabuada. 

6 – Trocar os sons na palavra: inverte palavras como pipoca por popica ou confunde palavras semelhantes (umidade/humanidade) 

7 – Dificuldade na produção de textos: escreve em velocidade abaixo do esperado para a escolaridade. 

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