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Trabalhando as competências socioemocionais na escola
O ser humano é um ser relacional. E relacionamentos se propõem a criar laços, mas, muitas vezes viram grandes nós. As pessoas se tornam, em grande parte, aquilo que aprenderam, viram e viveram na infância, seja na família, na escola ou em outros espaços de convivência social.
Segundo os dados do IBGE, o tempo de convívio diário dos pais com os filhos é de uma hora e meia, em média.
Já no espaço escolar, quando multiplicamos o número de horas diárias por 200 dias letivos, percebemos que os alunos passam mais tempo na escola do que com os pais.
Este dado nos leva refletir a importância do papel da escola na vida das pessoas.
Recentemente foi publicada e homologada uma Base Nacional Comum Curricular. Este documento visa definir as aprendizagens essenciais dos educandos. De acordo com as orientações, todas a etapas de ensino deverão trabalhar com dez competências gerais, das quais, quatro são predominantemente competências socioemocionais.
Com a globalização, rompem-se as fronteiras da convivência humana. Relacionar-se com povos diferentes, culturas diferentes exige de nós uma habilidade para lidar com as diferenças visando aceitação da diversidade. Aceitar as diferenças de raça, cor, religião, etnia e pensamento exige olhar o outro também como cidadão de direito. Neste momento, vale o respeito, a aceitação, tolerância e principalmente a consciência de que não existe gente menor e maior, melhor ou pior. O que existe são seres humanos e todos são alvo do amor de Deus.
Leia também: A criança precisa aprender a fazer escolhas
Outra exigência do século é lutar por sustentabilidade, cuidar do planeta, do meio em que se vive, ecologia ambiental e ecologia humana. Entender os desafios do mundo do trabalho, da sociedade do consumo e garantir relações de equidade e alteridade, não compactuando com a exploração humana.
Esta geração, que vai ocupar lugares de liderança e participação no futuro, deve ser trabalhada dentro de uma perspectiva humanizada e humanizadora. Enxergar o bem comum e propor soluções para melhorar não só sua vida, mas a de todos.
A escola não é um espaço apenas de aprendizagens cognitivas, há outras experiências que ela proporciona. É preciso pensar em projetos que favoreçam a empatia, cooperação, cidadania e o bem comum.
Trabalhar as competências socioemocionais na escola é contribuir para um mundo mais humano e mais feliz.
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Priscila Pereira Boy
Pedagoga, escritora e palestrante. Educadora parental. Diretora da Priscila Boy Consultoria e do movimento @familias-conectadas.
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