A capacidade empreendedora da criança é cristalina

A capacidade empreendedora dos pequenos sempre esteve disponível e assimilável de forma cristalina: basta olhar as crianças e tomar o sonho como referência

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Capacidade empreendedora da criança é cristalina; na imagem, garoto está deitando na cama de bruços com a cabeça levantada e a mão no queixo, pensativo
A criação de uma metodologia de educação empreendedora para crianças trouxe à tona dificuldades além das prenunciadas

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Ao pensar em uma metodologia de educação para crianças é preciso ter consciência da capacidade empreendedora que elas têm. Muitos adultos deixam-se levar por valores culturais não empreendedores. No entanto, as crianças ainda retêm esse saber perdido nos desvãos da formação cultural dos adultos.

Por isso devemos respeitar o seu mundo de inconformismo e criatividade, do não saber o que não pode, dos sonhos capazes de dar sentido à vida.

Somente ao conhecer o universo infantil eu percebi que a capacidade empreendedora sempre esteve disponível e assimilável de forma cristalina: basta olhar as crianças e tomar o sonho como referência. Devo dizer que não foi tão imediato entender que nascemos empreendedores, porque grande parte da literatura acadêmica na área, equivocadamente, reforça o mito de que o empreendedor tem características diferentes dos demais seres humanos.

A criação de uma metodologia de educação empreendedora trouxe à tona dificuldades além das prenunciadas. Em primeiro lugar, eu percebi que não se pode importar uma proposta educacional nessa área. Ela deve ser brasileira e incluir as nossas raízes e prioridades.

O grau de desenvolvimento humano, social e econômico de um país afeta a concepção da tarefa do empreendedor. Estágios sócio-economicos diferentes sugerem propostas específicas de ação empreendedora que, por sua vez, requerem estratégias educacionais próprias.

Vale dizer, no Brasil o tema central do empreendedorismo deve ser a construção do desenvolvimento humano e a eliminação da pobreza. Se não for assim, continuaremos a negar a participação de grandes camadas da população no processo de gerar e usufruir de riquezas. O nosso tecido cultural, rico e criativo pela sua diversidade, injusto por sua história, livre e alegre por sua visão de mundo, fornece os fundamentos que dão vida à nossa proposta de educação empreendedora.

Em segundo lugar eu considerei que era necessário suprir a ausência na literatura mundial de um conceito amplo de empreendedorismo, capaz de fazê-lo transbordar da empresa, onde foi primeiramente construído, para todas as atividades humanas. Ou seja, o empreendedor está em todas as áreas, não somente na empresa. Além disso, foi necessário construir o entendimento de que sua origem e essência, além de valores da cultura, estão na emoção e não exclusivamente na razão.

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Escritor, consultor, palestrante, conferencista internacional. Criador da Pedagogia Empreendedora, aplicada em 2.000 escolas da Educação Básica e em uso pela ONU em países africanos. Já escreveu 15 livros, entre eles, o best-seller “O segredo de Luísa”. Colunista da rádio BandNews – MG, membro fundador do World Entrepreneurship Fórum, criado na França, e da “Red EmprendeSur, Emprendedorismo y Innovación en America Latina”.

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