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Você já perguntou à escola dos seus filhos por que lá não ensinam empreendedorismo?
Se a pergunta surpreender, explique que não há economia sustentável sem empreendedorismo. Os pais têm motivos de sobra para se interessar pela educação empreendedora. Além da preocupação com o futuro dos filhos, estão apreensivos com o seu próprio presente, em que os valores no trabalho sofrem grave turbulência.
O mundo descobriu a educação empreendedora há quatro décadas. É pouco tempo se comparado com os séculos da educação convencional. Mas já é suficiente para se descobrir que os métodos são diferentes. Duas simples metáforas ajudam a explicar como a capacidade empreendedora está presente em todo ser humano – nascemos com ela -, não é necessário introduzir um novo conhecimento, ensinar alguma coisa, mas somente tornar dinâmico um atributo já existente.
O verbo da língua inglesa, develop, além da acepção desenvolver, também descreve o processo da revelação de uma foto através do qual algo que já existia se torna visível. Assim, desenvolver a capacidade empreendedora de uma pessoa significa tornar ativo um potencial existente.
A segunda metáfora diz respeito às diferenças entre a educação empreendedora para crianças e adultos. Se imaginarmos uma garrafa, a educação para adultos teria o objetivo de destampá-la para libertar o empreendedor que existe em cada um de nós. Por outro lado, o alvo da educação empreendedora para crianças é impedir que se tampe a garrafa e dessa forma se obstrua o desenvolvimento da capacidade empreendedora. Isso é justamente o que famílias e escolas costumam fazer.
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Fernando Dolabela
Escritor, consultor, palestrante, conferencista internacional. Criador da Pedagogia Empreendedora, aplicada em 2.000 escolas da Educação Básica e em uso pela ONU em países africanos. Já escreveu 15 livros, entre eles, o best-seller “O segredo de Luísa”. Colunista da rádio BandNews – MG, membro fundador do World Entrepreneurship Fórum, criado na França, e da “Red EmprendeSur, Emprendedorismo y Innovación en America Latina”.
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