5 TED Talks para mães e pais sobre criação dos filhos

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Quer conhecer histórias interessantes e inspiradoras? Selecionamos alguns dos melhores TED Talks para mães e pais sobre os dilemas de educar os filhos nos dias de hoje, abordando assuntos dos mais diversos. Entre eles, os valores que os pais transmitem aos filhos, as lições inesperadas que as crianças nos fazem aprender, o desrespeito aos pequenos, o benefício do uso de telas (sim, há quem defenda os dispositivos eletrônicos!) e as mães empreendedoras. 

Para quem não conhece, o TED, sigla para Tecnologia, Entretenimento e Design, é uma fundação que surgiu em 1984, na Califórnia, com o objetivo de promover conferências para difundir boas ideias pelo mundo. Os eventos têm apresentações em mais de 110 idiomas, que hoje tratam dos mais variados temas, de ciências a questões globais de negócios. Palestras sobre maternidade, família e filhos também podem ser encontrados em inúmeras conferências. Abaixo, alguns dos melhores TED Talks para mães e pais que valem a pena serem vistos. Aperta o play e bom proveito!

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O Mundo Sob A Perspectiva da Criança – Isabela Minatel

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A psicopedagoga Isa Minatel, autora dos livros ‘Crianças Sem Limites’ e ‘Temperamentos Sem Limites’, fala de situações comuns entre pais e filhos para mostrar como, nós, os adultos, muitas vezes, desrespeitamos as crianças e damos maus exemplos sem nem perceber. Como ao encontrar uma família conhecida e cumprimentar apenas os pais, ignorando a presença do filho junto. Ou ao fazer pouco caso de uma cena de birra do nosso pequeno, sem levar em conta o que ele pode estar querendo dizer com o seu corpo e o choro. Ou, ainda, quando agimos de uma forma e queremos que os filhos façam diferente.

“Se a criança pega um objeto perigoso, a gente vai lá, com a melhor das intenções, e arranca da mão dela e diz ‘não pode’. Então, a criança pequena entende que quando ela vai no parquinho e se interessa pelo brinquedo do outro, ela deve arrancar da mão dele também.”

Isa diz que ‘é muito difícil ser criança no mundo de hoje’. Por fim, sugere: “Não faça para o outro o que você gostaria que fizessem para você. Faça para o outro aquilo que o outro, sendo assim como ele é, estando no momento de vida que ele está, na faixa etária que ele está, gostaria ou precisaria que fizesse para ele.”

Mãe, por que você está indo trabalhar? – Dani Junco

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Dani Junco conta sobre sua experiência como uma das sócias do B2Mamy, uma aceleradora de negócios entre mães empreendedoras, que as ajuda a tirar ideias do papel. Mas que também se dispõe a ouvi-las e deixar que escolham o que querem fazer.

“A gente dá voz para que vocês falem o que quiserem. ‘Eu não gosto de ficar o tempo inteiro com o meu filho.’ Isso dói, gente, ouvir? Pra mim não, porque eu também não gosto. Eu amo meu filho, mas chega uma hora em que eu preciso rodar outro pratinho. Preciso transar, preciso me arrumar, sair com o marido, comer, trabalhar e tudo bem”, diz Dani. Ela destaca a importância das mães contarem com uma rede de apoio que as ajude no seu dia a dia. “Peçam ajuda. Empreender é possível, difícil e  complexo, mas não precisa ser solitário.”

Uma lição inesperada da maternidade – Isabel Clemente

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“A vida de uma família com criança pequena parece uma gincana e sobra tarefa pra todo mundo. Tem missões complicadas e missões fáceis. Onze da noite você lembra que esqueceu de ler a agenda escolar e aí descobre que uma menina precisa levar uma fantasia do folclore brasileiro no dia seguinte e, a outra, um prato da festa junina”, diz Isabel Clemente no início de seu TED.

Atualmente vivendo em Portugal, ela fala na conferência sobre os desafios de ser mãe nos dias de hoje, os desejos e comportamentos das crianças e as reações dos pais aos mesmos. Isabel lembra também como a maternidade nos faz resgatar a nossa própria infância e sugere que a partir das lições inesperadas que os filhos nos trazem, devemos sonhar mais e rir de nós mesmos. Jornalista há mais de 20 anos, ela é autora dos livros ‘A pior mãe do mundo – uma biografia não autorizada de todos nós’ (editora 5W) e ‘Drogas: as histórias que não te contaram’ (editora Zahar, com Ilona Szabó).

Três medos sobre o tempo que crianças passam nas telinhas – e por que eles não são reais – Sara DeWitt

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“Os pais estão preocupados que esse dispositivo (o celular) irá atrofiar o crescimento social de suas crianças; que ele irá impedi-los de se levantarem e se moverem; que, de alguma forma, isso irá interferir na infância delas. Logo, quero contestar essa atitude. Consigo imaginar um futuro onde ficaremos felizes ao ver uma criança interagir com uma telinha”, afirma a expert em mídias infantis Sara DeWitt em sua apresentação.

Na contramão de muitos especialistas que defendem o uso moderado das telas, ela defende que o tempo que as crianças gastam assistindo a desenhos não é um desperdício, mas, sim, uma experiência que as ajuda a aprender e desenvolve habilidades sociais, emocionais e o pensamento crítico. “Tenho uma ideia louca: creio que essas telinhas têm o poder de incitar mais conversas na vida real entre crianças e seus pais”, diz. Na palestra, ela também comenta sobre três medos comuns que os pais têm e traz argumentos para mudar a opinião deles e focar nas oportunidades que existem por trás desses anseios.

Quando as crianças começam a se importar com a opinião dos outros? – Sara Botto

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Sara Valencia Botto é uma psicóloga americana que pesquisa sobre o desenvolvimento da primeira infância, em especial, quando (e como) as crianças começam a mudar seu comportamento na presença de outras pessoas. 

“Quer tenhamos ou não consciência disso, estamos sempre transmitindo valores àqueles ao nosso redor. Não quero dizer valores como “seja gentil” ou “não roube”, que, com certeza, são valores. Quero dizer que sempre mostramos aos outros, em particular a nossos filhos, o que é agradável, valioso e louvável, e o que não é.” 

Diante dessa influência dos pais sobre o comportamento dos filhos, Sara convida os pais a refletir sobre os valores que transmitem às crianças em interações simples do dia a dia.

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