Combate ao câncer infantil: conheça principais sintomas da doença

Nesta terça-feira (15) é celebrado o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil; especialistas ressaltam importância do diagnóstico precoce e acompanhamento psicológico para os pais

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Menina segura fita de cetim amarela em referência ao Dia Internacional de Câncer Infantil
Leucemias e linfomas são os tipos de câncer mais comuns em crianças
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A cada 3 minutos uma criança morre por câncer no mundo. São mais de 400 mil crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos, diagnosticados com câncer a cada ano. No Brasil, ocorrem 8.460 caso anuais, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Para ampliar o debate sobre o tema é celebrado nesta terça-feira (15) o Dia Internacional de Câncer Infantil. A iniciativa da  Childhood Cancer International (CCI) visa promover a conscientização de profissionais da saúde, pais, paciente e a população em geral, visando aumentar os índices de sobrevivência para menores diagnosticados. Em média, 80% dos crianças sobrevivem à doença. Porém, as causas da maioria dos cânceres infantis ainda são desconhecidas. Daí a importância dos exames de rotina para o diagnóstico precoce e de prestar atenção em qualquer queixa ou sintoma diferente nos pequenos.

“É necessário não ignorar os sinais iniciais do câncer, dar atenção às queixas, principalmente as recorrentes, ter acompanhamento médico regular e buscar consulta com o pediatra caso surja alguma anormalidade”, destaca Flávia Delgado Martins, oncologista pediátrica e membro da diretoria da Sociedade Brasileira Oncologia Pediátrica (Sobope).

Ela enfatiza que a descoberta do câncer não é fácil e tende a desestabilizar o núcleo familiar. Em casos de diagnóstico infantojuvenil, as dificuldades podem ser potencializadas. Nesse momento, é importante que haja honestidade e clareza entre médico, responsável e paciente, para fortalecer a confiança entre as partes.

“Um dos pontos mais importantes é lembrar que a criança ainda é uma criança. Por isso, a realização de tarefas possíveis e o contato social com outros pequenos devem ser estimulados. Impedi-la de fazer o que tem vontade e a faz bem só tornará o momento ainda mais difícil”, afirma.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), os cânceres com maior incidência nas crianças são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). Entre os principais sintomas que podem ser observados estão:

  • Palidez e manchas roxas
  • Caroços e inchaços
  • Perda de peso inexplicável
  • Dor de cabeça constante
  • Náuseas e vômitos
  • Problemas de equilíbrio, visão turva
  • Sonolência e convulsão
  • Dor nos ossos

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Apoio emocional

A confirmação da doença na criança, que implica em internações e tratamentos quimioterápicos, pode desestabilizar toda a família. “Medos, ansiedades, impasses, dor, dúvida. São exemplos de componentes que podem estar presentes antes, durante e após o diagnóstico tanto para a criança quanto para entes queridos”, afirma a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Sueli Cominetti Corrêa.

Ela diz que, ao longo desse processo, o papel dos pais é de extrema importância no tratamento dos filhos, e o acompanhamento psicológico é um suporte necessário nesse período. Grupos de apoio e profissionais especializados auxiliam os pais a lidarem com os próprios sentimentos e ajudarem os filhos na vivência do tratamento, procedimentos e medicação. “A orientação adequada auxilia no mapeamento dos limites que precisarão continuar a ocorrer e a busca de estratégias, uma vez que a fase de aceitação pode demorar”, explica Sueli.

A docente ainda complementa que, a família precisa manter o diálogo constante com a criança, visando seu bem-estar, de modo que ela se sinta segura e acolhida: “Há casos em que os pais ou guardiões ficam na dúvida se devem ou não contar à criança, mas o ideal é que haja conversa humanizada e franca, no momento e na linguagem adequados, sempre acolhendo as dúvidas e questionamentos da criança. Isso permite fortalecer a confiança, auxiliar a construir vínculo com os profissionais da saúde, melhorar a aderência ao tratamento e contribui para a realização mais amenizada de alguns procedimentos”, conclui.


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