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‘Jovens, a partir dos 11 ou 12 anos, deveriam ter a oportunidade de aprender mais sobre eles’
Durante muito tempo achei que a maravilha da vida era, justamente, essa descoberta, ao longo dos tempos, de quem somos, das visões que mudam, das aprendizagens que fazemos.
Hoje, mantenho quase a totalidade dessa opinião, mas com a certeza de que há processos que merecem ser acelerados, para que possamos ter uma qualidade de vida bem melhor.
Desenvolvimento pessoal, melhorar a forma como comunicamos uns com os outros, aprender mais sobre comportamentos teriam sido muito úteis nas nossas vidas. Na de todos.
Há anos que mergulhei nesta área e continuo a aprender todos os dias, através das pessoas que surgem na minha vida, nos olhares diferentes, nos livros que leio e nas reflexões que procuro fazer. Estou convencida, contudo, de que o fato de conseguir aprender tem a ver com a capacidade que desenvolvi em saber olhar. Fui premiada com encontros e reflexões durante a minha juventude que me abriram horizontes. Cruzei com algumas pessoas que me permitiram isso. E todos aqueles a quem não saiu esta sorte grande? Talvez aprendam mais tarde, talvez nunca aprendam, não sei. Mas, confesso, gostaria muito que esta “loteria” saísse a toda a gente.
Entendermos o que faz com que esta pessoa tenha este ou aquele comportamento torna a vida muito mais simples. Entender porque agimos desta maneira e noutra temos mais dificuldade, é o princípio de uma possível transformação.
Acredito que os jovens, a partir dos 11 ou 12 anos, deveriam ter a oportunidade de aprender mais sobre eles, sobre a diferença que podem fazer e também afinarem o olhar e relacionarem-se com os outros, sobretudo com aqueles que não são iguais nem pensam igual. E esta aprendizagem aconteceria não porque tenham problemas ou dificuldades, mas porque aumenta, consideravelmente, a qualidade de vida, a empatia e também a autocompaixão. Tal como perceber sobre poupança, finanças, entender o outro e a nós, promovendo o desenvolvimento pessoal, poderiam ser disciplinas obrigatórias nos curriculos escolares. Muitos conflitos, muitas ansiedades, culpas e medos seriam evitados com tudo isto.
Simples não é?
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Magda Gomes Dias
Magda Gomes Dias, 44 anos, tem dois filhos: Carmen, 12 anos, e Gaspar, 9 anos. É natural do Porto, Portugal, e fundadora da Escola da Parentalidade e Educação Positivas, onde oferece programas de certificação e especialização na área. Autora do blog 'Mum's the boss', escreveu os best-sellers 'Crianças Felizes' e 'Berra-me Baixo', além do livro 'Para de Chatear a Tua Irmã e Deixa o teu Irmão em Paz'.
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