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Diabetes: campanha estimula uso da caneta de insulina por crianças e adolescentes

Cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos em todo o mundo têm diabetes tipo 1, e estima-se que o aumento anual global de casos seja em torno de 3%, segundo dados do Atlas do Diabetes 2019. No Brasil, 98,2 mil crianças e adolescentes com menos de 15 anos são diagnosticados a cada ano com essa doença crônica, causada pela produção insuficiente ou pela má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e fornece energia para o organismo. Somos o terceiro país com maior número de pessoas com a doença nessa faixa etária no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
Para muitos dos jovens diabéticos, o uso regular de insulina faz parte da rotina. Porém, em vez da tradicional seringa que injeta o hormônio no corpo, a campanha “Caneta da Saúde” incentiva o uso da caneta de insulina, que usa uma agulha mais fina e curta, trazendo menos desconforto, e é mais fácil de transportar e usar, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas com diabetes. O objetivo da iniciativa é informar e educar crianças e adultos sobre as vantagens do recurso disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, preferencialmente, menores de 19 anos e maiores de 50 anos, explicam as instituições de saúde responsáveis pela campanha. São elas: Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) e Novo Nordisk, com o apoio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Participação da família na rotina da criança com diabetes é fundamental
O diabetes permite levar uma vida normal, se mantida uma rotina de cuidado e atenção com a alimentação, a prática de exercício físico, medição da glicose e disciplina com o tratamento. No ano passado, um estudo realizado em conjunto entre a Veja/Abril e a empresa global de saúde Novo Nordisk, intitulado “Os Altos e os Baixos do Diabetes na Família Brasileira”, revelou que 80% das famílias com um paciente com diabetes têm sua rotina alterada pela doença crônica.
“Eu acredito que a rotina de todas as crianças do mundo, de maneira geral, foi afetada. E o cuidado recaiu ainda mais sobre suas famílias. A atividade física externa diminuiu e muitas familiares se viram temerosos de se aproximar a hospitais e centros de saúde com medo da contaminação pelo novo coronavírus”, lamenta Priscilla Andrade Olim Mattar, endocrinologista da Novo Nordisk. No entanto, ela ressalta que a participação da família no cuidado dos pacientes de diabetes é essencial.
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), essa doença crônica representa uma ameaça à saúde global, não respeitando status socioeconômico, nem limites fronteiriços. “Pessoas que vivem com diabetes correm o risco de desenvolver uma série de graves e potencialmente fatais complicações, levando a uma maior necessidade de cuidados médicos, uma qualidade de vida reduzida e estresse nas famílias. Diabetes e suas complicações, se não forem bem administrados, podem levar a hospitalizações frequentes, internações e morte prematura. Globalmente, o diabetes está entre as 10 principais causas de morte”, diz o último Atlas do Diabetes, documento que compila dados mundiais sobre o diabetes.
Episódios de risco de internação acontecem quando o açúcar no sangue dos pacientes está muito alto ou muito baixo, instâncias conhecidas como hiper e hipoglicemia. A gravidade desses episódios varia, mas alterações muito bruscas ou duradoras podem causar graves problemas de saúde.
“Durante a pandemia, a comunidade médica e científica se voltou para o tratamento das pessoas que contraíram o novo coronavírus, buscando tratá-las, e no esforço mundial por uma vacina e contenção do vírus. Mas, mesmo que os estudos comportamentais ainda estejam surgindo, já podemos imaginar o impacto, por exemplo, numa família com uma criança ou adolescente com diabetes”, explica a endocrinologista. A médica lembra que muitas crianças e adolescentes ficaram sem aulas, tiveram suas dietas alteradas, rotina de exercícios e contato com os médicos muitas vezes limitado. “Mas, como costumo dizer, o diabetes é uma doença crônica que não tem como esperar a pandemia passar”, diz.
No site da campanha há informações e orientações sobre o diabetes, o uso de insulina, as vantagens e benefícios da utilização da caneta de insulina, além de um conteúdo que desmistificam “fake news”.
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Verônica Fraidenraich
Editora da Canguru News, cobre educação há mais de dez anos e tem interesse especial pelas áreas de educação infantil e desenvolvimento na primeira infância. Tem um filho, Martim, sua paixão e fonte diária de inspiração e aprendizados.
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