‘Não deixem os filhos na escola esperando muito tempo’

Para a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, muitos pais não conseguem buscar os filhos no horário por causa da rotina de trabalho; nesse caso, ela sugere buscar apoio na família ou de outras pessoas que possam assumir a tarefa

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Mãe abraça filho de mochila
Rosely Sayão lembra que, para a criança, 15 minutos podem parecer uma eternidade

“Criança não gosta de ser das últimas da classe ou da escola a ir para casa. E não se trata, aqui, apenas de ela ficar desgostosa ou magoada com seus pais por ter de esperar muito tempo por eles. A sensação que a criança tem, ao ver seus colegas partirem e ela ficar, é de abandono. E já sabemos, faz um bom tempo, que tal sensação, além de provocar sofrimento, pode afetar o desenvolvimento e a saúde mental da criança”, afirma a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, autora do livro “Educação sem blá-blá-blá”, em artigo para o jornal Estadão.

Ela conta que antes da pandemia visitou, a convite, duas escolas no horário de saída e levou um susto ao constatar o alto número de crianças, da educação infantil e do ensino fundamental 1, que ficavam muito tempo após o término das aulas aguardando que os pais fossem buscá-las.

Segundo Rosely, os pais ficam tranquilos quando o filho está na escola, não só pela aprendizagem que ele pode adquirir, mas também porque consideram que a criança está em um ambiente seguro e monitorado por adultos responsáveis. E isso fez com que, pouco a pouco, muitos pais passassem a se atrasar para buscar os filhos na escola. Tanto que muitas instituições oferecem atividades extracurriculares no horário.

Para a consultora educacional, o atraso também está relacionado ao horário do trabalho dos pais. Mas ela diz que, nesses casos, é preciso buscar ajuda na família ou criar uma rede de apoio para garantir que alguém possa substituir os pais nessa tarefa, e assim não prejudicar a criança. “É por isso que faço um pedido aos pais e familiares de crianças: não deixem os filhos na escola esperando muito tempo. Não faz bem a eles essa espera. E, para a criança, 15 minutos pode durar uma eternidade”, ressalta Rosely.

Ela conclui o texto com um lembrete: “Em tempos de covid, não leve seu filho para a aula caso ele tenha algum sintoma. O melhor lugar para a criança doente é em casa ou na de alguém da família”.


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