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O equilíbrio entre a punição e a permissividade
Pense na última vez em que você se sentiu humilhada ou tratada de forma injusta. Como foi? Você sentiu que a punição a fez cooperar ou melhorar sua conduta?
Quero que agora você tente se lembrar de algum momento em que alguém, para que você se comportasse melhor, tentou fazê-la se sentir mal. Veja se consegue se lembrar o que estava pensando no momento, o que sentiu, e qual foi a sua reação? Pense também sobre como se sentiu em relação à pessoa que estava tendo esta atitude com você.
Reflita se realmente esta atitude a motivou a melhorar ou lhe causou um sentimento de não se sentir adequada, capaz de fazer com que pelo resto da vida você tenha a necessidade de adequar-se constantemente.
Esta é a mesma experiência que seu filho tem quando você, com sermões e exigências, diz que: “Este quarto está um lixo” ou “Sua obrigação é estudar e tirar boas notas” ou “Doente? Sei, isto é frescura”.
Onde foi que aprendemos que para educar nossos filhos precisamos primeiro detoná-los, deixá-los para baixo para poder corrigi-los? A verdade é que fomos acostumados a um sistema de recompensas e castigos. Onde precisamos ver as crianças sendo boas para que possam ser recompensadas, ou sendo punidas por comportamentos inadequados.
Pesquisas apontam que as crianças que experimentam a punição diante de seus comportamentos tornam-se mais rebeldes e submissas. E que o excesso da permissividade, pode impactar na autoconfiança, formando indivíduos dependentes.
Estudando a Psicologia Positiva gosto muito da parte em que diz que o equilíbrio entre a punição e a permissividade está na autodisciplina da criança, ou seja, ela precisa de um motivador interno para ser “disciplinada”.
Segundo estes estudos, existem formas de se conseguir a disciplina mais efetiva em nossos filhos e destaco aqui uma delas: é o fato de sermos gentis e firmes ao mesmo tempo. Ser gentil é importante para demonstrar respeito pela criança e ser firme demonstra o respeito por nós mesmos e pela situação que está se vivenciando.
Difícil? Pode parecer a princípio, acredito mesmo ser um exercício diário, principalmente agora, neste momento em que estamos vivendo, mas, é preciso se esforçar, não só por nós, mas por eles também.
Então vamos nos exercitar mentalmente fazendo estas pequenas ações:
- Mostre compreensão em relação aos sentimentos do seu filho.
- Coloque-se no lugar dele. Isto não significa que você concorda com o que ele fez. Dizer que você entende o que ele está sentindo é um bom caminho para uma comunicação respeitosa.
- Diga o que você quer verdadeiramente dele, explique seu reais motivos.
- E estimule seu filho a gerar por si só a solução para o problema gerado.
Você irá perceber que desta forma, estará não só interrompendo um mau comportamento mas também ensinando habilidades sociais e de vida ele.
Leia também: Autoritarismo gera autoritarismo: será que você está seguindo esse padrão?
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Andrea Romão
Andrea Romão é psicóloga há mais de 20 anos, pós-graduada em Gestão de Pessoas, com certificações internacionais em Coaching, Programação Neurolinguística, Neurociência e EFT (Emotion Freedon Tecniques). Há dez anos, trabalha com reeducação emocional, ajudando adultos e crianças a entender e lidar com as suas emoções.
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