O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer exame que descobre se o bebê tem toxoplasmose congênita, infecção que pode trazer prejuízos à visão, inflamações em alguns órgãos e anormalidades neurológicas. A partir deste ano, todo recém-nascido deverá ser submetido a esse exame ao mesmo tempo em que é realizado o Teste do Pezinho, que já prevê a triagem neonatal para seis doenças genéticas e congênitas. A amostra de sangue coletada para o teste também servirá para identificar a toxoplasmose.
A medida tem como objetivo o diagnóstico precoce da toxoplasmose congênita e foi publicada no dia 5 de março no Diário Oficial da União (DOU), com prazo de 180 dias para que os serviços públicos de saúde comecem a ofertar o exame à população. Durante esse período, um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde vai apoiar os governos estaduais no processo de implementação da iniciativa.
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A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode ser encontrado nas fezes de gatos e outros felinos. Geralmente, as pessoas são infectadas por ingestão de água ou alimentos contaminados. A toxoplasmose congênita é passada da mãe para o filho durante a gravidez e, atualmente, é identificada por exames apenas quando o bebê já apresenta sintomas da doença – mas a grande maioria dos infectados não tem sintomas evidentes ao nascer.
O diagnóstico precoce é importante por possibilitar uma melhor qualidade de vida para as crianças, com redução dos sintomas, da possibilidade de agravamento do quadro, de haver sequelas e do número de óbitos. Se for constatado que o bebê tem toxoplasmose congênita, o SUS oferece estrutura para atendê-lo, com atendimento com equipes multidisciplinares da Atenção Primária até a Especializada.
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