Como as escolas particulares se preparam para o início do ano letivo

Muitas instituições já retomaram o ano letivo de 2021 ou planejam fazê-lo nas próximas semanas

Como as escolas particulares se preparam para o retorno do ano letivo; alunos caminham de máscara em espaço escolar
Muitas escolas iniciarão as aulas de forma online

Leia em 4 minutos

Muitas escolas particulares já iniciaram o ano letivo de 2021, de forma virtual. Outras, planejam o retorno para as próximas semanas. No geral, as instituições manterão o ensino remoto e oferecerão também o presencial, a partir de fevereiro, para as famílias que desejarem enviar os filhos às escolas. É o que vai ocorrer em instituições como o Dante Alighieri, na capital paulista. Lá, as aulas online começam na quinta-feira, 28 de janeiro. Já as presenciais têm início previsto para 1º de fevereiro, com a frequência de 35% dos alunos de todas as séries em esquema de rodízio, conforme definido pelo poder público.

Já o Colégio Presbiteriano Mackenzie São Paulo informou que retornará às aulas na terça-feira, 26 de janeiro, de modo remoto, “em razão das recomendações das autoridades e cientistas diante da atual gravidade da pandemia”. O estabelecimento diz que o sistema de aulas online tem garantido a qualidade do ensino em todas as unidades escolares durante o período da pandemia. A partir de fevereiro, o colégio irá analisar a possibilidade de retorno presencial, de forma gradual e escalonada. A volta, segundo a escola, será feita “em acordo com deliberação do governo do Estado de São Paulo, e respeitando o percentual estabelecido para a fase da pandemia e os protocolos de higiene e distanciamento aplicados na instituição”.

Período de transição – O Colégio Positivo, que tem 20 unidades em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu, Joinville e Florianópolis, desenvolveu um plano de transição que contempla o presencial e o online. As aulas começam no dia 8 de fevereiro, de forma presencial, apenas para alunos novos e/ou aqueles que tiverem apresentado lacunas em relação à aprendizagem de 2020, que farão atividades focadas exclusivamente na recuperação de conteúdos e apoio socioemocinal. O ano letivo para todos os alunos matriculados começa efetivamente no dia 22 de fevereiro, na modalidade híbrida.

“Vale ressaltar que nenhum aluno perderá conteúdo ou terá menos dias letivos ao iniciar no dia 22. As atividades oficiais só começarão a contar a partir dessa data. O que será realizado antes é uma revisão dos conteúdos vistos pelos alunos em 2020. Esse cuidado que decidimos ter é necessário para que todos iniciem 2021 sem lacunas, nem prejuízos, em relação a 2020”, destaca Celso Hartmann, diretor geral do Colégio Positivo. 

A instituição diz que vai disponibilizar a transmissão ao vivo de todas as aulas mantendo dentro da sala um profissional responsável por fazer a comunicação entre professor e aluno remoto. “O aluno em casa que tiver uma dúvida ou quiser participar da aula vai enviar uma mensagem e esta pessoa que estará atenta a isso vai acionar o professor”, detalha o diretor.

No Colégio Renovação, que tem unidades na capital e na cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, as aulas retornarão de modo online, a partir de 21 de janeiro. Durante o período que vai até o dia 01 de fevereiro, os alunos passarão por adaptação, farão revisões de conteúdo e começarão a ter contato com novas matérias. Em paralelo, a direção da escola vai avaliar junto às famílias, governos e entidades do setor se será realmente possível retomar as aulas presenciais com 35% da capacidade dos alunos em sala de aula. A escola informou que até o final de 2020, mesmo com a adoção de diversas medidas de higiene e proteção, mais de 80% das famílias preferiram continuar com as atividades totalmente online. 

Sendo online ou presencial, a recomendação da diretora e mantenedora do Colégio Renovação, Sueli Conte, é de que haja integração entre escola e família e uma participação efetiva dos pais na rotina escolar dos filhos. O acompanhamento próximo traz melhores resultados de aprendizado e um aproveitamento mais adequado das atividades pedagógicas para os alunos. 

Sueli explica que a questão comportamental deve estar no radar de todos e ser tratado como tema prioritário. Quando os pais são presentes e acompanham de perto o desenvolvimento educacional das crianças, em todas as etapas, as habilidades sociais delas aumentam e, com isso, as chances de problemas comportamentais, muito comuns hoje em dia, diminuem. “Participar da rotina escolar” significa muito mais do que apenas comparecer em reuniões de pais ou saber os nomes dos professores. Claro que essas ações têm a sua importância, mas participar da rotina escolar vai além. Envolve a participação em atividade de maneira mais assertiva, como: prestigiar, estimular, motivar e valorizar as atividades e conquistas das crianças. 

São Paulo anuncia adiamento do retorno às escolas

Nesta sexta-feira (22), o secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, anunciou que o início das aulas na rede estadual será adiado por uma semana, do dia 1o para o dia 8 de fevereiro, devido ao agravamento da situação da covid-19 em diversos municípios paulistas. A medida porém, não interfere na reabertura das escolas particulares, que, segundo o secretário, estão autorizadas para retomar as aulas presenciais no dia 1o de fevereiro. Segundo o novo calendário divulgado, a primeira semana de fevereiro será dedicada à formação de equipes escolares, comunicação às famílias e apoio aos alunos. Já a primeira semana letiva será voltada ao acolhimento das crianças e jovens, prática dos protocolos e aprendizado das ferramentas tecnológicas. De acordo com o secretário de educação, a presença física dos estudantes não será obrigatória nas fases vermelha e laranja. Atualmente, a cidade de São Paulo está na fase laranja, porém, aos finais de semana, feriados e nos dias úteis, das 20h às 6h, todo o estado paulista foi classificado na fase vermelha do plano de flexibilização econômica, com maiores restrições de funcionamento do comercio e serviços não essenciais.

O titular da Pasta reforçou que as escolas não são ambientes vetores para a Covid-19 e que, por isso, devem se manter abertas para apoiar os alunos. “É fundamental que as pessoas discutam o que é prioridade na sociedade. Não podemos permitir que a depressão e angústia aumentem, por exemplo. Continuemos trabalhando e priorizando escolas abertas”, pediu. (Com informações do Metro World News)


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