3 exercícios para reduzir a ansiedade na adolescência

Especialista em saúde mental infanto-juvenil, a psicóloga Juliana Russano traz sugestões para ensinar jovens a desenvolverem inteligência emocional

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Adolescente com ansiedade abraça travesseiro na cama
Cuidar do bem-estar mental é importante para uma adolescência mais tranquila
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A adolescência pode ser desafiadora para os filhos que muitas vezes se sentem inseguros diante de tantas transformações físicas, psicológicas e sociais. O início da puberdade, a mudança de aparência, a busca por uma identidade própria e o afastamento dos pais são comuns a essa fase situada entre a infância e a vida adulta. A depender do contexto, podem surgir na adolescência quadros de ansiedade e depressão, bem como os chamados pensamentos disfuncionais, caracterizados por dúvidas e angústias frequentes tais como “E se não der certo?”, “Se eu reprovar?” ou “A culpa é toda minha”. Também conhecidos como “pensamentos automáticos”, eles costumam aparecer sem esforço ao longo da rotina e podem prejudicar a saúde mental, segundo afirma a psicóloga Juliana Russano. “Sempre que algo deixar o jovem para baixo ou com raiva, o melhor exercício é ele avaliar a própria interpretação da situação e pensar em outras formas de agir ou sentir sobre aquilo”, afirma ela.

Autora dos livros de histórias em quadrinhos Como assim? e Nem pense nisso!, com foco na inteligência emocional dos jovens, Russano destaca a importância de cuidar do bem-estar mental desde cedo para garantir uma adolescência menos conturbada e uma vida adulta com mais autoconfiança. Abaixo, ela sugere três atividades para auxiliar os jovens a driblarem os devaneios e reduzirem transtornos como a ansiedade.

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Como identificar pensamentos distorcidos

Proponha a seu filho que ele faça uma lista com os pensamentos que mais causam sentimentos desagradáveis, a exemplo de “não sou um bom filho”, “vou reprovar”, “e se acontecer algo de ruim?”. Peça para que dê uma nota a cada um desses pensamentos e reorganize-os em uma espécie de ranking, começando pelo mais destrutivo. Oriente-o a reservar um espaço em um caderno para cada tópico e escrever em qual situação ele sentiu ou sente isso e qual atitude tomou no momento.

Para aprender a encarar situações difíceis

Sugira ao adolescente que busque formas mais positivas de encarar a situação que o aflige. Por exemplo, ao invés de pensar que vai tirar zero numa prova, apesar de o conteúdo ser difícil, ele pode se dedicar mais aos estudos para fazer uma boa avaliação. Atitudes como essas ajudarão na autoconfiança e na diminuição da ansiedade na adolescência.

Formas de treinar pensamentos mais positivos

Combine com o seu filho que tire um tempo do dia (ou da semana) para avaliar o que se passa pela sua mente. Ele pode escrever quais pensamentos acha que são prejudiciais e, com base neles, os que podem ser mais proveitosos e positivos.

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