3 dicas para criar seu filho sem preconceitos

Crianças devem aprender desde cedo a conviver com as diferenças de ideias, opiniões, crenças e valores

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Três crianças remetem à diversidade: uma é morena, outra de cabelo loiro e outra de cabelo escuro - olham sorridentes para a câmera
Evitar falar sobre as diferenças entre as pessoas não é o melhor caminho para ensinar os filhos sobre a diversidade, ressalta o escritor e palestrante Fernando Dias

Educar um filho para lidar com as diferenças e respeitar a diversidade é um trabalho complexo que deve iniciar-se nos primeiros anos de vida da criança. Por isso, os pais de primeira viagem precisam ser proativos ao ensinar valores para que seus pequenos entendam o que é preconceito e por que é errado praticá-lo.

Listei aqui 3 dicas para ajudá-lo nessa tarefa:

1. Incentive o contato com a diversidade

Nos primeiros meses de vida, um bebê é capaz de diferenciar as pessoas por sua cor de pele. Mas é a partir dos três anos que podem começar a criar vínculos com outras crianças, baseados nas características em comum.

Seu papel é tirá-lo da zona de conforto antes que comece a criar juízos de valor negativos sobre quem é diferente dele. Logo, você deve incentivá-lo a conviver com a diversidade, pois muito do que seu filho absorve vem das experiências vivenciadas diariamente.

Outra dica é matriculá-lo em instituições de ensino que acolham a diversidade, além de atividades coletivas que unam crianças de diferentes grupos étnicos e raciais para alcançarem objetivos comuns.

2. Seja didático

Por não saber qual a maneira mais apropriada de abordar o assunto, há pais que preferem evitá-lo. No entanto, tratá-lo como tabu não é o melhor caminho.

Para tornar essa tarefa mais fácil, seja didático ao explicar por que as pessoas são diferentes. Uma boa forma de fazer isso é estabelecer relações com a natureza ou através de objetos.

Mostre aos seus filhos que, assim como existem animais, plantas e objetos de variados tamanhos e cores, as pessoas também possuem diferenças. A ideia é ilustrar que, apesar de terem diferentes aparências, elas são e merecem ser tratadas de forma igualitária.

3. Não reproduza preconceitos de gênero

Assim como todo preconceito reproduzido, seus filhos só vão diferenciar se uma brincadeira é de menino ou menina se alguém disser a eles. Esse é um impulso ao qual a maioria dos adultos não resiste, por medo de que isso possa influenciar a orientação sexual da criança.

Cabe a você, no entanto, dar liberdade para que seu filho escolha como quer brincar. Fazendo isso, ele poderá aprender a desmistificar estereótipos de gênero.

A divisão de tarefas é uma ótima maneira de ilustrar essa relação, mostrando a eles que não é só responsabilidade da mulher executar tarefas domésticas ou cuidar dos filhos.

Essas três dicas são, na minha opinião o ponta pé inicial para uma mudança de paradigma e de implantes sociais que recebemos no passado e que, sem percebermos, vamos transferindo para nossos filhos. Obviamente que não são receitas prontas e você pode adaptá-las de acordo com sua vivência e experiência de vida. O mais importante é tratar, desde cedo, o assunto de forma clara e objetiva com nossos filhos.


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