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6 dicas para tornar a internet segura para crianças
Desenhos animados, vídeos no Youtube, aplicativos para crianças… São muitos os atrativos que a internet oferece aos pequenos – e os pais que permitem o seu acesso devem ficar atentos aos riscos que a web apresenta. Por exemplo, propagandas enganosas, exposição de dados pessoais e pedofilia, entre outros males.
Por trás do acesso a vídeos, fotos e sites, encontram-se plataformas que extraem dados de navegação dos usuários para direcionamento de publicidade. Ou seja, empresas conseguem anunciar produtos especificamente para cada tipo de público, de acordo com o conteúdo acessado. E no caso de crianças, essa prática pode ser nociva, em especial, aos menores, que ainda não entendem bem o significado de um anúncio.
Lembrando que propagandas e anúncios que apelam diretamente à criança são proibidos no Brasil, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Caso os pais identifiquem publicidade infantil com qualquer tipo de veiculação, devem denunciá-la por meio do programa Criança e Consumo. A iniciativa é fruto da parceria de várias organizações de defesa da criança e do consumidor.
Veja também: Uso de celular e redes sociais deve começar aos 6 anos, diz filósofo americano
O Dia da Internet Segura, celebrado anualmente – em 2021, a data foi comemorada no dia 9 de fevereiro, em 2020, no dia 11 de fevereiro – é uma iniciativa anual para promoção de atividades de conscientização sobre o uso seguro, ético e responsável das TICs (tecnologias da informação e comunicação). Preparamos 6 dicas essenciais que garantam a navegação de crianças de forma saudável e livre de perigos. Confira abaixo.
Como garantir a segurança das crianças na internet
- Opte por utilizar versões para crianças de plataformas sempre que possível: o Youtube e a Netflix, por exemplo, têm um espaço kids, que mostra apenas conteúdo próprio para a idade e exclui vídeos com classificações indicativas maiores.
- Configure mecanismos de pesquisa para retirar imagens e sites explícitos dos resultados. O Google ensina a fazer isso nesta página;
- Instale um bom antivírus e softwares como o Firewall no seu computador para evitar invasões que roubem dados ou instalem programas nocivos. Não se esqueça de sempre atualizá-los. Além disso, ensine seu filho a tomar cuidado e a não clicar em qualquer link ou publicidade que apareça;
- Evite o contato da criança com anúncios ao navegar pela internet. Você pode instalar filtros e extensões que bloqueiam boa parte das propagandas que surgem nas páginas da web;
- Converse sempre com seu filho sobre os sites que ele acessa, o conteúdo dos vídeos que assiste e o cuidado com estranhos que podem se disfarçar de amigos. Sempre que possível, acompanhe-o na navegação ou assista junto a um vídeo: isso estimula a confiança e faz com que as crianças tenham mais abertura para falar suas dúvidas e pedir orientações;
- Defina regras e horários para utilização da internet em casa (e, é claro, cumpra-os). Procure criar atividades alternativas para entretê-los para fugir do tédio. Pode ser difícil, já que dar um tablet ou um celular é muito mais eficaz para deixar o filho quieto, mas vale a pena insistir em outras opções que enriqueçam o desenvolvimento do seu filho e proporcionem inclusive momentos mais próximos entre pais e filhos;
Para ajudar os pais nessa tarefa de conscientização, o portal Internet Segura elaborou um guia de navegação para pais e educadores com várias orientações sobre o tema. Além disso, o site também possui cartilhas para as crianças, adolescentes, idosos e outros públicos.
Luísa Laval
Apaixonada pela infância por parte de casa e por parte de trabalho: ajudou a cuidar (e fez bagunça junto) de quatro irmãos e coordena o Projeto Velejar, que promove atividades lúdicas e educativas para meninas da Vila Missionária, em São Paulo. Atua em iniciativas sociais desde 2014.
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