
Não gritar com os filhos, fazer com que durmam no próprio quarto, limitar o tempo de telas… Quando o assunto é a criação dos filhos, por melhores que sejam as intenções, nem sempre conseguimos agir conforme o planejado. É o que mostra uma pesquisa britânica, que ouviu 2 mil mães e pais e revelou que 85% deles não seguem à risca as promessas feitas antes de os filhos chegarem.
Para 81% dos entrevistados, era impossível saber o quão difícil é ser mãe e pai até ter filhos. A mesma proporção declarou que a parentalidade era a maior curva de aprendizado de suas vidas.
A pesquisa foi realizada pela marca de massinhas e brinquedos Play Doh, da empresa de entretenimento Hasbro, e faz parte da campanha Parenting is messy (A parentalidade é uma bagunça, em tradução livre), que busca “celebrar as verdades honestas e não ditas de ter filhos”, e mostrar que a parentalidade perfeita não existe.
Entre as promessas não cumpridas, quase metade dos pais (47%) disseram ter a intenção de sempre limitar o tempo de tela das crianças – o que acabaram não o fazendo. Um total de 39% também acreditavam que nunca iriam levantar a voz para os filhos, nem usar um tablet como babá (34%). Outros 32% tinham planos de ler para as crianças todas as noites e 29% não pretendiam que os filhos dormissem em suas camas – mas nada disso aconteceu (veja lista completa abaixo).
A pressão pelos pais perfeitos
“Nossa pesquisa revela as expectativas versus a realidade da parentalidade – e quantos dos preconceitos que temos sobre a vida familiar acabam sendo completamente errados. Parenting is Messy tem tudo a ver com celebrar os momentos menos polidos na vida das pessoas como pais”, disse a diretora comercial da Hasbro para o Reino Unido e Irlanda, Nicola Fox-Haggarty.
Mais de dois terços (67%) dos entrevistados disseram sentir uma pressão esmagadora para ser um pai ‘perfeito’, o que os faz se sentir um fracasso – e 72% culparam as mídias sociais por isso. A grande maioria (92%) também admitiu que às vezes sente estar ‘voando’ como pais – apesar da enorme quantidade de informações disponíveis sobre o assunto.
Outros fatores que aumentam a pressão sobre mães e pais incluem outros pais (46%), familiares (40%), amigos que não têm filhos (34%) e fóruns na internet com conselhos conflitantes (27%).
‘É difícil, mas vale a pena”
O estudo também revelou as dicas que os pais dariam para quem planeja ter filhos. No topo da lista estava “haverá dias difíceis, mas valerá a pena” (68%), juntamente com “não se sinta envergonhado se seu filho tiver um colapso em público, pois é normal” (62%) e “você ‘vai sentir saudades destes dias quando os seus filhos forem mais velhos’”(51%).
A campanha disponibilizou um livro- Notes on Messy Parenting – que traz 13 relatos de “pais anti-perfeitos” do Reino Unido. Entre os quais, a apresentadora de Tv Ferne McCann, o cantor de Steps Ian ‘H’ Watkins, a apresentadora de podcast Vogue Williams, a apresentadora de TV e medalhista paralímpica Ade Adepitan e a jornalista, autora e blogueira Anna Whitehouse.O ebook pode ser baixado gratuitamente aqui.
As promessas não cumpridas dos pais
- O tempo de tela será limitado – 47%
- Não vou gritar com meu filho – 39%
- Eu nunca vou usar um tablet como babá – 34%
- Eu nunca vou subornar meu filho – 33%
- Vou ler para eles todas as noites – 32%
- Meus filhos nunca vão dormir na minha cama – 29%
- Eu nunca vou dizer ‘porque eu disse’ – 29%
- Meus filhos nunca farão birras em público – 28%
- Estabelecer uma rotina para dormir será fácil – 28%
- Meus filhos terão boas maneiras o tempo todo – 28%
- Eu não vou ceder quando importunado pelas crianças – 25%
- Eu vou ficar bem com meu filho fazendo bagunça com seus brinquedos – 25%
- Eu nunca vou deixá-los comer salgadinhos no carro – 24%
- Ser pai não é tão difícil quanto as pessoas dizem – 23%
- Eu vou ficar bem com meu filho fazendo bagunça – 23%
- Meus filhos estarão sempre apresentáveis – 22%
- Levantar meus filhos de manhã será fácil – 21%
- Não serei um pai competitivo – 17%
- Eu nunca vou me gabar dos meus filhos nas redes sociais – 15%
- Meus filhos serão esportivos – 15%
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