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Atenção à maneira como você conta histórias da sua infância a seus filhos
Seus pais lhe contam histórias até hoje de quando você era um bebê? É bem capaz que ao pensar nesses eventos, você consiga identificá-los em sua mente de alguma forma, mesmo que não lembre claramente dessas experiências, certo?
Contar histórias da nossa infância aos nossos filhos é muito importante. Não serão experiências em primeira mão, já que não temos lembranças precisas de eventos de quando éramos bebês, mas se acompanhadas de alguma emoção, é bem provável que eles as recordarão. O fato de haver sentimentos envolvidos – uma situação engraçada, por exemplo – facilita o registro pelo nosso subconsciente, dando significado ao relato, que será arquivado como uma referência em nossa mente.
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Estou contando tudo isso para dizer que os pais têm um grande poder em suas mãos e podem contribuir para o sucesso ou o fracasso do filho em sua vida. Tudo dependerá da forma como contamos nossas histórias a eles. Narrar as histórias de uma forma mais positiva não significa somente melhores resultados para eles, mas também ampliar as chances de benefícios para o relacionamento deles com os outros, inclusive e principalmente, na fase adulta.
Isto não quer dizer que vamos inventar ou fingir fatos da história, pelo contrário, significa enxergar e transmitir oportunidades onde só aconteceu desgraça. Olhar o potencial de crescimento e, não, o fracasso. Mostrar a importância de ir à luta sem medo de riscos.
Por exemplo, se você vai contar uma história onde sofreu bullying, conte que realmente passou por momentos difíceis, ficou muito triste, muitas vezes envergonhada, mas que tudo isso fez você entender que nem todo mundo é como você, que tem compaixão e respeito pelo outro. Contem também que teve forças para superar, mudar e ser quem você é hoje.
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Encontre maneiras otimistas de explicar as coisas. Quando fatos negativos acontecerem, resista ao impulso de encará-los como algo permanente ou então generalizá-los no tempo e espaço. Reforce quando seu filho estiver falando sobre situações positivas. Aponte quando ele fizer a coisa certa. Por exemplo, diga: “Eu vi você ajudando aquela criança pequena quando ela caiu. Isso foi um ato muito bondoso.”
Certifique-se de que tudo o que você compartilha com ele, apoia o fato de que ele é adorável, digno e que está destinado ao sucesso em todas as áreas de sua vida.
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Andrea Romão
Andrea Romão é psicóloga há mais de 20 anos, pós-graduada em Gestão de Pessoas, com certificações internacionais em Coaching, Programação Neurolinguística, Neurociência e EFT (Emotion Freedon Tecniques). Há dez anos, trabalha com reeducação emocional, ajudando adultos e crianças a entender e lidar com as suas emoções.
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